Ford usa “cães robôs” de quatro patas para escanear fábricas

Como os cães, eles têm quatro patas, cerca de 30 kg e podem se sentar, dar a pata e rolar. Também podem subir rampas, degraus e digitalizar o ambiente com câmeras de 360 graus. Fluffy e Spot são os dois simpáticos robôs que a Ford está usando em um programa piloto de manufatura nos Estados Unidos para economizar tempo, dinheiro e aumentar a eficiência na preparação de suas fábricas para a introdução de novos produtos – veja o vídeo.

Alugados da Boston Dynamics – conhecida por criar robôs móveis sofisticados – os autômatos estão sendo usados na fábrica de transmissões Van Dyke, em Michigan. Eles são equipados com cinco câmeras e podem andar a até 5 km/h com uma bateria com cerca de duas horas de duração, ​​escaneando o chão de fábrica para auxiliar os engenheiros a atualizar a planta.

“Nós projetamos e construímos a fábrica. Depois, ao longo dos anos, são feitas alterações que raramente são documentadas”, diz Mark Goderis, gerente de engenharia digital da Ford. “Examinando as instalações com os robôs, podemos ver como elas realmente são agora e reequipá-las para receber novos produtos.”

Com a ajuda de Fluffy, fazer a atualização fica muito mais interessante.

“Costumávamos andar pelas instalações com um tripé, parando em locais diferentes e esperando cinco minutos para o laser digitalizar”, lembra Goderis. “A varredura de uma planta pode levar duas semanas. Com o Fluffy, leva a metade do tempo.”

A maneira antiga também era cara – quase US$ 300.000 para digitalizar uma instalação. Se esse piloto funcionar, a equipe de manufatura da Ford poderá escanear todas as fábricas por uma fração desse custo. Além de economizar dinheiro, as novas tecnologias ajudam a reorganizar as instalações mais rápido, acelerando a chegada de novos veículos ao mercado.

Com o tempo, diz Goderis, a intenção é operar os robôs remotamente, programando-os para missões na fábrica e recebendo relatórios imediatamente de qualquer lugar. Por enquanto, os robôs são programados para seguir um caminho específico e operados a até 50 metros de distância.

Para Paula Wiebelhaus, operadora dos robôs, a chave do sucesso de Fluffy e Spot é a agilidade. Eles são comandados por um controle semelhante aos de videogame, com visão remota da câmera. Se ocorrer algum problema, uma função de parada segura impede que eles colidam com qualquer coisa.

Os robôs têm três tipos de marcha – caminhada sobre terreno estável, lenta para terrenos irregulares e velocidade especial para escadas. Eles podem se agachar e alongar para entrar em áreas de difícil acesso e caminhar em terrenos difíceis. Se caírem, também podem se levantar e mantêm uma distância definida e segura dos objetos para evitar colisões.

Às vezes, Fluffy senta seus quadris robóticos na traseira de um pequeno robô móvel redondo, conhecido como Scouter. O Scouter desliza suavemente para cima e para baixo nos corredores da fábrica, permitindo que o Fluffy economize energia da bateria até a hora de começar a trabalhar. O Scouter pode navegar autonomamente pelas instalações enquanto digitaliza e captura nuvens de pontos 3D para gerar um CAD da instalação. Se uma área é muito estreita para Scouter, Fluffy entra em ação.

“Existem áreas na planta em que você pode não querer entrar porque são difíceis de se mover”, diz Wiebelhaus. “É mais fácil e seguro enviar o Fluffy para lá.”

Fluffy também é perfeitamente capaz de rolar e fazer outros movimentos graciosos, mas Wiebelhaus não pensa em levá-lo para exposições de cães.

“Fluffy é uma ferramenta de manufatura incrível e deve realmente ser valorizado pelo seu trabalho e tenacidade. Ele pode fazer muito mais do que dançar e rolar. Queremos levá-lo até os limites da fábrica e ver o valor que ele tem para a empresa”, diz.

Programa AutoRetorno do IQA ganha versão para Serviços Automotivos

  • AutoRetornoServiços Automotivos chega para garantir a segurança em saúde dos clientes e retomar os negócios
  • Programa foi customizado para o aftermarket automotivo e pode ser aplicado em oficinas de reparação, concessionárias, distribuidores e lojas de autopeças

Parceria com Sírio-Libanês assegura boas práticas de saúde e segurança

 

O IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, apresenta o AutoRetornoServiços Automotivos, nova opção do Programa AutoRetorno, customizado para o aftermarket automotivo. Assim como o programa original, o AutoRetornoServiços garante a retomada segura dos negócios durante a pandemia da Covid-19, com foco na saúde e segurança das pessoas, e eficácia das operações, gerando, assim, a confiança que os clientes precisava para retornar às oficinas.

“O AutoRetornoServiços Automotivos conta com toda expertise dos profissionais do IQA, que atuam diretamente com este negócio ”, afirma Sergio Ricardo Fabiano, gerente de Serviços Automotivos do IQA.

O Programa pode ser aplicado em qualquer tipo de empresa que atua no aftermarket automotivo, como oficinas de reparação, concessionárias, distribuidores e lojas de autopeças, assim como comércios de veículos usados, locadoras, entre outros negócios que precisam da presença do cliente.

Saúde e Segurança 
OAutoRetornoServiços Automotivos atua na verificação dos riscos para a saúde e segurança de colaboradores e clientes das empresas participantes do programa. Para isso, o IQA firmou parceria com a área de Consultoria em Saúde do Sírio-Libanês, que desenvolve projetos em saúde para organizações públicas e privadas, cumprindo o propósito fundamental da instituição que é Conviver e Compartilhar.

“Esse é o grande diferencial do AutoRetornoServiços Automotivos. Todo os protocolos de saúde foram validados pelo Sírio-Libanês, referência no tratamento da Covid-19 no mundo, que analisou e validou todo o conteúdo de saúde e segurança para o retorno das atividades”, comenta Fabiano.

A proposta, segundo o gerente do IQA, é oferecer mais segurança para o consumidor ir a uma oficina, com confiança e transparência. “Isso facilita muito ao cliente voltar a frequentar o estabelecimento”, diz Fabiano.

Certificação 
A adesão ao Programa AutoRetornoServiços Automotivos culmina em uma certificação de conformidade com a implementação pela empresa das seguintes etapas do programa:
– Mapeamento dos pontos críticos;
– Análise de riscos;
– Implementação de controles e boas práticas;
– Monitoramento.

“Essas quatro etapas são de responsabilidade e execução pela empresa, e ao final o IQA realiza uma auditoria para validar a conformidade do processo”, explica Fabiano. Para um resultado positivo da avaliação, é emitido um Certificado de Conformidade para a empresa, e o direito de uso do Selo de Certificação AutoRetorno de forma a demonstrar a confiança aos colaboradores, clientes e sociedade.

Fabiano comenta ainda que a auditoria para obtenção do Selo AutoRetorno é realizada com a utilização de um sistema eletrônico de auditoria. “Consciente da necessidade de distanciamento social, e para evitar contatos, a maior parte do processo é remoto, o que demonstra a preocupação do IQA com as diretrizes de saúde e segurança do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS)”, afirma Fabiano.

 

O IQA – Instituto da Qualidade Automotiva é um organismo de certificação sem fins lucrativos especializado em mobilidade. Criado em 1995 por entidades do setor e do governo, o IQA oferece soluções que fomentam a qualidade e a produtividade nos canais de produção e pós-vendas, como certificação de produtos, serviços e sistemas de gestão; treinamentos; manuais e ensaios de laboratório. É parceiro de organismos internacionais e acreditado pela CGCRE (Coordenação Geral de Acreditação) do Inmetro. Acesse o site www.iqa.org.br.

ESPM abre inscrições para curso “O Pensamento Estratégico no Agronegócio”

Coordenado e ministrado por Dennis Giacometti, o curso é destinado a engenheiros agrônomos; gerentes e diretores de operação das áreas industrial, comercial, marketing, recursos humanos e desenvolvimento de produtos; acionistas do setor do agronegócio; e interessados em agribusiness. As inscrições vão até 13 de agosto: https://www.espm.br/educacao_continuada/o-pensamento-estrategico-no-agronegocio/

São Paulo, 28 de julho de 2020 – Com o objetivo de capacitar engenheiros agrônomos; gerentes e diretores de operação das áreas industrial, comercial, marketing, recursos humanos e desenvolvimento de produtos; acionistas do setor do agronegócio; e interessados pelo tema agrobusiness, a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) anuncia o curso online O Pensamento Estratégico no Agronegócio, que será coordenado e ministrado pelo professor Dennis Giacometti. As inscrições podem ser feitas até 13 de agosto, pelo link: https://www.espm.br/educacao_continuada/o-pensamento-estrategico-no-agronegocio/

Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil apontam que as exportações do agronegócio brasileiro tiveram um recorde no acumulado de janeiro a maio, fechando em US$ 42 bilhões – o maior valor já registrado para os cinco primeiros meses de um ano. A alta foi de 7,9% em relação ao mesmo período de 2019. Em tempos do impacto da pandemia na economia global, os resultados mostram o quão robusto é o setor e revela a importância de trazer o pensamento estratégico como ferramenta para uma nova geração de profissionais. Ministrado a distância, de 17 a 20 de agosto, das 19h30 às 20h30, o curso O Pensamento Estratégico no Agronegócio tem por foco habilitar os profissionais a pensar e atuar, em um futuro próximo, no desenvolvimento de projetos de forma sistemática e interdependente por diferentes áreas da empresa; auxiliá-los na construção de marca – pautada por relações duradoras e sustentáveis entre o mercado e a sociedade. Além desses tópicos, o curso vai abordar a importância do conhecimento e autoconhecimento na gestão do negócio.

“Uma dúvida recorrente é se é possível construir uma marca de prestígio e valor no agronegócio, mesmo sendo commodity. Nesse curso de extensão, de maneira bastante prática, vamos mostrar quais são os fatores críticos para o sucesso dessa construção; como evoluir nas operações, do ponto de vista da gestão agrícola ou industrial; como construir conhecimento nesse segmento; qual o papel da transformação digital na gestão e cultura organizacional; a construção de redes para a formação de alianças estratégicas; e a elaboração de cenários para o desenvolvimento de um planejamento estratégico”, detalha Dennis Giacometti. Segundo o coordenador do curso, o formato de workshop permite uma troca maior entre alunos e professor – relacionamento baseado na proposta de construir e customizar uma trilha de aprendizado prático para que cada estudante tenha as demandas atendidas.

Sobre Dennis Giacometti | Consultor, publicitário e conselheiro de empresas, Dennis Giacometti é arquiteto de formação. Com mais de 40 anos de atuação profissional, atuou como pesquisador, idealizador e realizador de estudos psicossociais. Estudante independente das áreas de Psicologia e Filosofia, é voluntário de organizações sociais e consultor-associado da Adentro Consultoria – especializada em Gestão, Inovação e Estratégia de Marca. Entre os principais clientes atendidos: ABB, SEBRAE Nacional, Lojas Marisa, Leroy Merlin, Bosch, Stihl, Pirelli e Fiat, entre outras.

 

Mais informações sobre o curso | https://www.espm.br/educacao_continuada/o-pensamento-estrategico-no-agronegocio/

 

MAIS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

Sobre Dennis Giacometti e o curso

Betânia Lins betania.lins@gmail.com

Celular: (11) 9 7338-3879

IQA avança na transformação digital com o iQMX

  • A marca iQMX passa a acompanhar todas as ações do Instituto em relação à transformação digital;
  • iQMX tem como base quatro pilares: Inovação, Qualidade, Mobilidade e Experiência.
  • iQMX amplia a missão do IQA, tornando-a mais abrangente com a inclusão do termo Mobilidade
  • IQA assume nova posição no mercado como protagonista das questões da qualidade e co-participe das transformações do setor automotivo

 

A transformação digital já é uma realidade e neste período de pandemia da Covid-19 tem andado a passos largos. Atento a este movimento, o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, organismo de certificação acreditado pela CGCRE – Coordenação Geral de Acreditação do INMETRO, criou o iQMX, nova marca que passa a acompanhar todas as ações do Instituto em relação à transformação digital, baseada em quatro pilares: Inovação, Qualidade, Mobilidade e Experiência.

“O iQMX vai acompanhar toda e qualquer atividade do IQA relacionada à transformação digital, como uma referência em novas tecnologias”, afirma Alexandre Xavier, superintendente do IQA, ao comentar que por conta da pandemia o movimento de transformação digital tem sido antecipado em até 10 anos.

Assim, nos próximos anos, novos modelos de certificação, treinamentos, eventos, publicações, diagnósticos e outras atividades relacionadas à transformação digital contarão com marca iQMX.

Futuro da qualidade e mobilidade
O lançamento do iQMX amplia a missão do IQA, tornando-a mais abrangente com a inclusão do termo Mobilidade. A ideia é desenhar o papel da qualidade, assim como a área da qualidade do futuro, para suportar os serviços relacionados à avaliação da conformidade que o setor automotivo, na visão ampliada da mobilidade, demandará do Instituto. “Dentro desse contexto, vamos nos estruturar para atender as novas exigências do mercado”, afirma Xavier.

Ingo Pelikan, presidente da Diretoria Executiva do IQA, explica que o iQMX associa inovação, mobilidade e experiências com uma ótima qualidade. “O nosso grande desafio agora é desenhar o modelo de qualidade do futuro, a começar pela definição do papel da qualidade nos produtos, processos produtivos e administrativos, e serviços, e também da forma como as pessoas lidarão com a qualidade dos produtos do futuro, como carros autônomos e/ou elétricos, a mobilidade, a automação de processos, a digitalização etc.”, diz Pelikan. “Em resumo, trazer hoje o que vai ser o futuro da qualidade do setor da mobilidade, para ajudar o setor entender quais serão os próximos passos”, completa.

Diante desse desafio, o IQA adotará um posicionamento mais protagonista das questões da qualidade e co-participe das transformações do setor automotivo. “Continuaremos andando sempre lado a lado às determinações governamentais para lançar novas certificações, inclusive apoiando evoluções que se fizerem necessárias. Mas com o iQMX, vamos também atuar de acordo com as necessidades do setor da mobilidade e da sociedade”, afirma Alexandre Xavier.

Xavier explica que entre os novos desafios da ampliação do papel do IQA como instituto estão atividades que buscarão como propósito discutir qual papel da qualidade do futuro, para ajudar a sociedade, indústrias e demais players da cadeia produtiva a entender melhor como isso vai funcionar.

“Em resumo, o IQA passa agora a contar com uma visão mais ampla, com objetivo de ajudar o setor automotivo brasileiro em todas as questões que ele precisa. O que vai ser futuro na qualidade e de que maneira podemos ajudar as empresas nessa transformação, sem deixar de lado o que já fazemos hoje”, diz Xavier.

 

O IQA – Instituto da Qualidade Automotiva é um organismo de certificação sem fins lucrativos especializado em mobilidade. Criado em 1995 por entidades do setor e do governo, o IQA oferece soluções que fomentam a qualidade e a produtividade nos canais de produção e pós-vendas, como certificação de produtos, serviços e sistemas de gestão; treinamentos; manuais e ensaios de laboratório. É parceiro de organismos internacionais e acreditado pela CGCRE (Coordenação Geral de Acreditação) do Inmetro. Acesse o site www.iqa.org.br.

 

Assessor de Imprensa

Alexandre Akashi – imprensa@iqa.org.br

Telefone: (11) 94043-2879

Emplacamentos de veículos registram aumento de 93,5% em junho

A FENABRAVE – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores divulgou hoje (2), o desempenho dos emplacamentos de veículos em junho, e do acumulado do 1º. semestre de 2020.

De acordo com a entidade, que representa 7.300 Concessionárias de Veículos – filiadas às 51 Associações de Marca, ligadas à Federação, em todo o Brasil, foram vendidos 194.354 veículos em junho/2020, contra 100.422 unidades em maio, num aumento de 93,5%. Mas, se comparados aos resultados de junho de 2019, os emplacamentos de junho de 2020 ficaram 38,58% abaixo das 316.453 unidades, comercializadas no ano passado.

No acumulado do 1º. Semestre/2020, foram emplacados 1.225.663 veículos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros, o que representa queda de 36,13%, na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram emplacadas 1.918.977 unidades.

Para o Presidente da FENABRAVE, Alarico Assumpção Jr, a pandemia do Coronavírus, iniciada na segunda quinzena de março, impactou, negativamente, no balanço do 1º. Semestre do setor. “A queda já era esperada, em função do atual cenário, considerando os efeitos da pandemia do Covid-19, que obrigou o fechamento do comércio e o isolamento social, durante longo período. Mas, quando avaliamos o mês de junho, na comparação com maio deste ano, já observamos uma expressiva melhora, explicada pelo retorno das atividades dos DETRAN´s, principalmente, em São Paulo, que representou 32,1% das vendas nacionais, e da reabertura das Concessionárias, para vendas, na Capital Paulista e em outras localidades”, explica o Presidente da FENABRAVE, Alarico Assumpção Júnior, para quem o aumento de vendas, em junho, reflete, parcialmente, possíveis vendas represadas e realizadas em maio, enquanto os DETRANs não estavam operando, mas, também, revela a melhora nos índices de confiança por parte do consumidor e empresários, “principalmente, em segmentos como de caminhões e motocicletas, que só não tiveram resultados melhores pela falta de produtos, já que as montadoras estão retomando a produção aos poucos e ainda de forma reduzida”, comenta.

Segundo levantamento da entidade, os resultados de emplacamentos, no acumulado do semestre, revelam que 2020 está na 17ª. posição, no ranking histórico dos primeiros semestres, e na 20ª. colocação entre os meses de junho.

Todos os segmentos automotivos apresentaram recuperação em junho sobre maio deste ano, embora a queda acumulada também seja geral.

Acompanhe a avaliação por segmento:

Automóveis e Comerciais Leves

Com aumento de 116,78%, as vendas de automóveis e comerciais leves, em junho, totalizaram 122.772 unidades emplacadas, contra 56.635 em maio deste ano, mês que ainda teve uma base baixa para comparação, em função de muitas Concessionárias estarem fechadas.

Se comparado a junho de 2019 (213.416 unidades vendidas), o resultado de junho/2020 mostra queda de 42,47%.

Também no acumulado do 1º. Semestre, os impactos da pandemia sobre as vendas de automóveis e comerciais leves fizeram o resultado cair de 1.248.843 unidades, vendidas nos seis primeiros meses de 2019, para 763.280 unidades, comercializadas no 1º. Semestre de 2020. “A evolução de junho já nos mostra um sinal de recuperação, principalmente, em função da retomada de operações do DETRAN-SP e do retorno das Concessionárias da Capital Paulista, que somam mais de 370 empresas que atuam nestes segmentos. Claro que um aumento desta magnitude nos indica que, além das vendas efetivadas em junho, há registro de vendas realizadas em maio e que não haviam sido registradas pelo DETRAN (casos onde os DETRANs não estavam operando)”, pondera o Presidente da FENABRAVE.

Para ele, “mesmo diante de um mês de junho melhor, o acumulado do 1º. Semestre de 2020 está na 19ª. colocação, no ranking histórico dos primeiros semestres e, se considerarmos apenas o mês de junho, estaremos na 21ª. posição, o que demonstra o retrocesso, provocado pela pandemia e consequente fechamento das concessionárias e isolamento social, por longos períodos. A queda no semestre só não foi mais intensa em função das vendas não presenciais”, avaliou Assumpção Júnior.

 

Caminhões, Ônibus e Implementos Rodoviários

Em junho, os 8.762 caminhões emplacados ficaram 12,28% acima do volume comercializado, no mesmo mês de 2019 (7.804 unidades), e 85,05% acima das vendas de maio de 2020 (4.735 unidades). “Responsáveis pelo transporte de itens essenciais, durante a pandemia, e com o agronegócio impulsionando o setor, os caminhões têm sido mais demandados, principalmente, os pesados e extra-pesados. Os resultados só não foram melhores porque as montadoras ainda estão retomando a produção, mas em ritmo menor. Mesmo em dois turnos, em função do necessário distanciamento social, a produção não está alcançando a demanda e, com isso, as Concessionárias já têm entregas previstas para os meses de setembro e outubro”, comemora o Presidente da FENABRAVE, para quem os níveis de confiança dos empresários já estão melhorando, além de os bancos estarem retomando os financiamentos, com taxas mais atrativas, oferecendo juros abaixo de 1% a/m.

Mesmo sendo um dos segmentos automotivos menos afetados pela crise, o mercado de caminhões registrou retração de 19,71% nas vendas do primeiro semestre de 2020, sobre mesmo período de 2019, totalizando 37.629 unidades, contra 46.865 unidades no 1º. Semestre do ano passado. ”Historicamente, estamos na 15ª. colocação entre todos os primeiros semestres, e na 10ª. posição se considerarmos apenas o mês de junho”, revela Assumpção Júnior.

As vendas de Ônibus registraram baixa no primeiro semestre, chegando a uma queda de 36,5% sobre o acumulado de 2019, somando 7.875 unidades, contra as 12.402 unidades emplacadas no mesmo período do ano passado. Na comparação com junho de 2019, a queda refletida foi de 34,09%. Mas, se comparados com o mês de maio/2020, os números apresentam crescimento de 58,03%.

O segmento de Implementos Rodoviários registrou 6.614 unidades emplacadas em junho/2020, numa alta de 25,98% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação com maio deste ano, o segmento apresentou crescimento de 76,23%. No entanto, houve retração de 13,42% nos licenciamentos do primeiro semestre deste ano, frente a igual período do ano passado, totalizando 26.702 unidades, contra 30.841 implementos rodoviários, registrados em 2019.

 

Motocicletas

Com a expansão dos serviços de entrega (delivery), durante a pandemia, o segmento de motocicletas teria acelerado mais as vendas não fosse a falta de produtos nas Concessionárias. “Com as fábricas paradas e somente agora retornando às atividades, e também com problemas de abastecimento de componentes em Manaus, o segmento de motocicletas retraiu 33,93% no primeiro semestre de 2020, sobre idêntico período de 2019, totalizando 350.290 unidades”, comentou o Presidente da FENABRAVE.

Em junho, foram licenciadas 45.893 motos, 42,66% a menos do que em igual mês do ano passado, que registrou 80.040 motos emplacadas.

Já na comparação entre junho e maio/2020 (29.221 motos emplacadas), os resultados de junho foram 57,05% superiores. “Esse crescimento nos mostra o aumento de demanda, principalmente, por motos de até 250 cilindradas, que foi o segmento que mais sofreu com a paralisação das fábricas” , ressaltou Alarico Assumpção Júnior.

Segundo os registros históricos da entidade, para o segmento de motos, o mês de junho/2020 ficou na 20ª. colocação entre todos os meses de junho e, se considerado o resultado do acumulado, o 1º. Semestre de 2020 ficou na 19ª. posição.

 

Tratores e Máquinas Agrícolas

Para o segmento de Tratores, Máquinas Agrícolas e Colheitadeiras, os dados da FENABRAVE mostram que foram comercializadas, no atacado, de janeiro a maio (dados de junho ainda não disponíveis, pois esse segmento não é emplacado), 14.612 unidades, numa retração de 6,9% ante igual intervalo do ano passado, quando foram comercializadas 15.688 unidades. Na comparação entre os meses de maio/2020 e maio/2019, houve expansão de 16,1% este ano, totalizando 3.673 unidades, contra 3.164, em maio do ano passado.

Maio de 2020 também superou o mês de abril, com aumento de 57,3%, superando, portanto, as 2.335 unidades vendidas. “Estamos num bom momento para o agronegócio, mas estamos sentindo falta de tratores de alta potência para soja, para atender à demanda, o que deve ser normalizado no segundo semestre”, declara o Presidente da FENABRAVE.

 

Revisão das Projeções para 2020

Diante dos resultados do primeiro semestre de 2020 e do comportamento do mercado e da economia durante a pandemia, com observância da evolução dos últimos meses, a FENABRAVE revisou suas expectativas para o mercado de veículos em 2020.

Para o setor em geral, a entidade projeta queda de 35,8%, ante o crescimento de 9,7% esperado na previsão feita em janeiro. Com isso, o mercado total, com exceção de tratores e máquinas agrícolas, que não são emplacados, deverá somar 2.522.560 unidades.

A previsão para as vendas de automóveis e comerciais leve, ao mercado interno, passou de uma alta esperada, de 9%, para uma retração projetada em 37,1%, somando, agora, 1.672.428 unidades.

Para caminhões, a projeção, que era de alta de 24%, passou a uma queda de 18,6%, totalizando 82.854 unidades.

As vendas de ônibus devem retrair 39,1%, com o total de 16.554 unidades, ante a expectativa anterior, de aumento de 16%.

O mercado de implementos rodoviários deve apresentar de queda de 7,6% este ano, o que representa de 58.600 unidades, contra os 23% de aumento, previstos em janeiro.

Para o mercado de motocicletas, a FENABRAVE projeta retração de 35,8% e não mais alta de 9%, como avaliou, inicialmente, em janeiro. Agora, as projeções apontam para 692.124 unidades vendidas este ano.

Em janeiro, a entidade esperava estabilidade para as vendas de tratores e de máquinas agrícolas. Contudo, novas projeções dependerão do fechamento do semestre.

Acompanhe, na tabela a seguir, os dados de emplacamentos de veículo NOVOS, para cada segmento automotivo, e a tabela de projeções para o ano de 2020.