IQA dá dicas de retorno seguro e eficaz às atividades

  • Mapear áreas de risco e planejar o fluxo dos colaboradores é o primeiro passo
  • Uso de máscaras, distanciamento e higienização das mãos são fundamentais
  • Certificação AutoRetorno IQA auxilia organizações a atingir excelência no retorno seguro e eficaz das atividades

O agravamento da pandemia da Covid-19 no Brasil resultou na interrupção temporária de diversas montadoras de automóveis nos últimos dias. Algumas já retomaram as atividades, outras ainda não. Atento a isso, o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, alerta para a necessidade da adoção de protocolos de saúde, segurança e eficácia das operações para evitar o contágio e, ao mesmo tempo, garantir a qualidade na produção.

Sergio Kina, gerente de Operações do IQA, comenta que o primeiro passo é mapear as áreas de risco de contágio e seguir as orientações do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS) com o uso de máscaras e o correto distanciamento entre pessoas. “É recomendável também utilizar barreiras físicas como divisórias de vidro ou acrílico, principalmente nos locais onde não é possível manter um distanciamento superior a 2 metros”, afirma Kina.

Entre as áreas de maior risco de contágio, Kina destaca o transporte de ida e volta ao trabalho, os vestiários, a recepção e o refeitório. “Organizações que oferecem transporte devem ficar atentas para a quantidade de pessoas em cada veículo, evitar lotação para permitir assim o correto distanciamento social, sem esquecer de oferecer álcool 70° e obrigar o uso de máscaras”, afirma Kina.

Nos refeitórios e vestiários, Kina explica que o correto é elaborar um plano de revezamento para não causar aglomerações e, nos refeitórios, aplicar álcool 70° na entrada e na saída. “Recomendamos ainda a utilização de barreiras físicas entre os dois lados da mesa, uma vez que ao comer, não é possível o uso da máscara”, diz o gerente do IQA.

Já na recepção, local de maior acesso público, além de controlar a quantidade de pessoas para evitar aglomerações, é preciso fazer a correta medição de temperatura, aplicar álcool 70° nas mãos, e fazer uso de tapetes sanitizantes, além da obrigatoriedade do uso de máscaras. “É recomendável ainda que os recepcionistas sejam isolados do público por meio de barreiras físicas”, comenta Kina.

Eficácia das Operações 
Nos setores produtivos, juntamente com os protocolos de saúde e segurança é importante observar a eficácia das operações produtivas. “Como é preciso manter o distanciamento social, as organizações devem planejar a melhor forma de realizar o escalonamento dos colaboradores nos postos de trabalho”, afirma Kina.

Deve-se seguir adequadamente todos os planos de retomada da produção, incluindo a verificação dos planos de contingência, revalidação dos planos de controle e liberação da produção, disponibilidade do maquinário, equipamentos de controle e embalagens, validade dos insumos e materiais, matriz de competência de pessoal, entre outros.

Para auxiliar as organizações a planejar o retorno às atividades com saúde, segurança e eficácia das operações, o IQA disponibiliza a Certificação AutoRetorno, desenvolvida em conjunto com a área de Consultoria em Saúde do Sírio-Libanês, que elabora projetos em saúde para organizações públicas e privadas, cumprindo o propósito fundamental da instituição que é Conviver e Compartilhar.

A Certificação AutoRetorno IQA pode ser aplicada em qualquer organização do setor automotivo, de montadoras às concessionárias, fabricantes de autopeças, distribuidores e comércio varejista de autopeças, oficinas de reparo automotivo, empresas de transporte de cargas e passageiros, entre outras atividades econômicas.

“Apesar de a certificação ter sido elaborada para atender a demanda da Covid-19, ela pode ser aplicada a qualquer outra necessidade do setor automotivo de retorno às atividades, seja por conta de uma paralisação temporária da produção quanto a mudança de planta, sempre observando a eficácia das operações com total qualidade e segurança”, afirma Kina.

Treinamento 
Além da certificação AutoRetorno IQA, o instituto desenvolveu o treinamento online Eficácia das Operações Produtivas Após Interrupções, que fornece a gestores uma metodologia simples e prática aplicada nas operações com foco nas paradas e retomadas planejadas da produção, com objetivo de aumentar a eficácia, segurança e atendimento aos requisitos do cliente.

“O planejamento adequado das interrupções e retomadas evita riscos que podem levar as organizações a grandes perdas financeiras, perda de imagem e até mesmo impacto nas regulamentações e compliance por conta de uma quebra de qualidade”, afirma Kina.

Assim, esse treinamento conceitual e prático ajuda empresas na preparação e retomada dessas interrupções de forma segura e eficaz, e foca também os principais requisitos das normas de sistema de gestão com a finalidade de ajudar o participante a entender a importância e o contexto do assunto dentro da empresa.
 

O IQA – Instituto da Qualidade Automotiva é uma organização sem fins lucrativos de desenvolvimento e disseminação da Qualidade no Setor da Mobilidade, com objetivo de proporcionar mais segurança ao consumidor, a partir de produtos, sistemas e pessoas com qualidade assegurada através de certificações compulsórias ou voluntárias.

 

Criado em 1995 por entidades do setor e do governo, o IQA oferece soluções que fomentam a Qualidade além da certificação, como treinamentos presenciais e online, conteúdo técnico em publicações/estudos técnicos, inspeções e ensaios de laboratório, com uma cultura de inovação e proximidade às necessidades das organizações e sociedade.

 

É representante de órgãos internacionais e acreditado pela CGCRE (Coordenação Geral de Acreditação) do Inmetro como organismo de certificação. Acesse o site www.iqa.org.br.

Conselho do Facebook passa a decidir também sobre remoção de conteúdo

Decisão dará mais poder a usuários, que terão recurso adicional para remover discurso de ódio e desinformação

As decisões do Facebook a respeito dos pedidos de retirada de conteúdos do Facebook e do Instagram não são mais soberanas. Na terça-feira (13/4), a empresa anunciou que os usuários que ficarem insatisfeitos com suas decisões sobre conteúdos que julgarem ofensivos ou inadequados poderão fazer uma petição direta ao conselho de supervisão da empresa, o Facebook Oversight Board (Conselho de Supervisão do Facebook).

Até agora, os usuários duas plataformas podiam apelar ao Conselho apenas sobre o que achavam que deveria ser restaurado, a fim de reverter decisões dos moderadores.

A grande maioria das decisões de moderação – e de retirada de conteúdo – do Facebook são feitas por mecanismos de inteligência artificial. Eles detectam conteúdos ilegais ou que violem a política da rede antes mesmo de o usuário fazer uma denúncia. Os moderadores humanos entram em campo em casos complexos que uma máquina não consegue resolver sozinha.

Mas a rapidez proporcionada pelas máquinas não está imune a erros. O mais recente foi o da cidade francesa Bitche, que ficou um mês fora da rede social porque os algoritmos associaram seu nome à palavra bitch, em inglês, um xingamento contra as mulheres.

A mudança no mecanismo do Conselho pode ser uma boa notícia para os jornalistas atacados na plataforma. Em março passado, o jornal britânico The Guardian teve acesso a um documento confidencial com as regras a serem seguidas pelos moderadores do Facebook.

Entre elas está a de não remover ataques ou até pedidos de morte de pessoas públicas, incluindo jornalistas.

Expansão dos poderes do Conselho – e dos usuários

As postagens revisadas e mantidas online a partir de agora serão elegíveis para apelação ao Oversight Board, desde que infrinjam as regras que proíbem discurso de ódio, ameaças, solicitação sexual, desinformação e violação de direitos autorais, por exemplo. É uma nova esperança para os que esperam ver conteúdo problemático removido.

A opção estará disponível para todos os usuários nas próximas semanas. A empresa informa que esse período é necessário para garantir que não haja problemas técnicos com a nova funcionalidade e afirma ser padrão no processo de lançamento de qualquer recurso.

Como será a apelação

Depois de esgotar o processo de apelação do Facebook, o usuário receberá uma Oversight Board Reference ID e com ela poderá apelar da decisão ao Conselho. Será possível apelar de  decisões sobre postagens e status, bem como fotos, vídeos, comentários e compartilhamentos.

As apelações de vários usuários sobre o mesmo conteúdo serão reunidas em um único caso para apreciação do Conselho.

Nem todos os casos serão analisados pelo Conselho e portanto não há garantia de que uma apelação resultará numa decisão. O órgão tem a prerrogativa de selecionar os casos em que atuará, priorizando aqueles que afetam muitos usuários, são de importância crítica para o discurso público ou levantam questões importantes sobre as políticas do Facebook.

Como funciona o Conselho

O Facebook Oversight Board tem 20 integrantes e passou a operar em outubro de 2020, com a responsabilidade de supervisionar de forma independente as decisões de moderação da empresa.

O board se inspira em algumas regras da Suprema Corte dos Estados Unidos e foi criado pelo CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, como um mecanismo de auto-regulação.

Avesso a desempenhar um papel ativo no policiamento do que é postado, o Zuckerberg espera diminuir as pressões ao se comprometer em honrar qualquer decisão tomada pelo órgão. O mecanismo também tem o objetivo de dissuadir a criação de regulamentações que alguns países têm ameaçado implantar.

O processo de decisão

As apelações selecionadas pelo Conselho são inicialmente analisadas por um painel de cinco membros escolhidos por sorteio. A partir do início dessa análise, o compromisso é que a decisão final seja tomada e eventuais medidas sejam tomadas pelo Facebook num prazo máximo de 90 dias.

Segundo a empresa, o painel se baseia nas políticas do Facebook e nos parâmetros dos direitos humanos internacionais. Além disso, leva em conta as informação do usuário, do Facebook, de especialistas externos e comentários públicos para chegar a uma decisão preliminar.

Todos os vinte membros são então comunicados dessa decisão preliminar e deverão se manifestar sobre ela. A decisão final leva em conta o pronunciamento da maioria e é então publicada no site do Conselho. A partir daí, o Facebook se compromete a implementar a decisão em até sete dias e a se manifestar publicamente sobre ela em até 30 dias.

Poucas decisões até agora

Embora seja um passo significativo para conter a desinformação e garantir uma moderação mais eficiente, o Conselho só publicou sete decisões desde o seu lançamento há seis meses, a maioria revertendo as decisões do Facebook. Em um oitavo caso, absteve-se de publicar uma decisão depois que a postagem foi removida pelo próprio usuário.

Atualmente, o órgão está passando por seu maior teste:  revisar  a decisão do Facebook de banir o então presidente Donald Trump de sua plataforma em janeiro de 2021.

Conselho mudou remoção de postagem de brasileira

Uma das decisões envolveu a postagem de uma usuária no Brasil no Instagram. O objetivo era a conscientização sobre o câncer de mama e mostrava mamilos de mulheres. O sistema automatizado removeu a postagem por violar a política contra o compartilhamento de fotos nuas.

Na decisão, o Conselho manifestou-se contra a remoção, pois a política do Facebook sobre nudez contém uma exceção para “conscientização do câncer de mama”. O conselho acrescentou que a remoção automatizada mostrou uma “falta de supervisão humana adequada, o que levanta questões de direitos humanos”.

Antecipando-se ao julgamento, o Facebook restaurou a postagem depois que o Conselho decidiu analisar o caso.

Em outra decisão, mandou voltar coquetel de drogas

Mas as decisões do Conselho também não escapam à controvérsia. Outro caso analisado foi o de um usuário francês que alegou falsamente que um certo coquetel de drogas poderia curar a Covid-19. Na postagem, ele repreendia o governo francês por se recusar a disponibilizar o tratamento.

O Facebook removeu o conteúdo por violar sua política contra informações incorretas que podem causar danos no mundo real, argumentando que isso poderia levar as pessoas a ignorar as orientações de saúde ou tentar se automedicar.

O Conselho reverteu a medida, alegando que a postagem não representava um dano iminente à vida das pessoas, porque seu objetivo seria o de mudar uma política governamental e não o de defender o uso de remédios sem receita médica.

Bitche ou Bitch?

As mundanças são promissoras, mas o caso da cidade francesa ilustra ao mesmo tempo a dificuldade de corrigir os erros do Facebook e de se recorrer ao Conselho e vale analisá-lo.

Depois de confundir o nome de Bitche com o palavrão em inglês, os algoritmos não tiveram dúvida: retiraram o acesso da prefeitura da cidade à sua página no Facebook. Um caso semelhante já tinha acontecido anteriormente com uma cidade inglesa.

O caso francês aconteceu em meados de março. Na ocasião, várias páginas alusivas à cidade de Bitche também foram suspensas, como o “Golf de Bitche” e “Les medieval européenne de Bitche”. Mas o acesso delas foi reativado em alguns dias.

Para manter contato com seus cidadãos, o município de Bitche se viu obrigado a abrir outra página, batizada de “Mairie 57230”. E passou a travar uma batalha com o Facebook para reaver a página original. Pelas regras, tinha que esperar, porque não podia subir o caso para o Conselho enquanto não recebesse uma decisão da empresa. O gerente de comunicação da Prefeitura, Valérie Degiuy, explicou à Rádio Mélodie:

Tentei por todos os meios contactar o Facebook, pelos vários formulários, mas não tenho mais o que fazer. Tentei em uma mensagem privada na página do Facebook da França, deixei cerca de dez mensagens todos os dias. Fui finalmente contatado para me dizer que devo aguardar a resposta do Facebook .”

Depois de quase um mês e após repercussão nas mídias sociais e na imprensa, com matéria até no Le Figaro, Bitche voltou ao ar nesta terça-feira (13/4). No mesmo dia, o Facebook da França admitiu que seus sistemas de moderação fizeram “uma análise incorreta da situação” .

Por precaução, o Le Figaro informa que o município de Rohrbach-lès-Bitche preferiu renomear-se no Facebook, para evitar ser vítima de nova confusão. Passou a figurar como “Cidade de Rohrbach”.

Acordo leva notícias regionais ao Facebook News no Reino Unido

Usuários vão receber notícias locais ao lado das nacionais

Enquanto o Reino Unido se move rapidamente na direção de regulamentar a atuação das Big Techs, o Facebook intensifica sua aproximação com a indústria de mídia do país. Na terça-feira (13/4), a empresa anunciou a criação de uma seção de notícias regionais para valorizar o jornalismo local em seu Facebook News, por meio do qual a empresa paga os editores pelo conteúdo mostrado em um feed especial na plataforma.

A partir de agora, notícias regionais passam a aparecer lado a lado com as nacionais. Os valores do acordo com os editores participantes não foram relevados.

A novidade confirma que a relutância histórica das plataformas digitais em pagar por conteúdo jornalístico está virando cada vez mais coisa do passado. E sugere ser  uma questão de tempo (e do tamanho das pressões exercidas pelo governo ou pela sociedade, como tem acontecido no Reino Unido) a expansão para outros países.

O Brasil chegou a ser mencionado pela empresa em agosto de 2020 como um dos mercados que receberia o Facebook News, depois do lançamento piloto nos Estados Unidos em 2019. Mas até agora ele só avançou na Austrália, onde entrou em vigor em fevereiro a primeira regulamentação nacional de pagamento por conteúdo jornalístico adotada em todo o mundo.

No mesmo dia em que o acordo do Facebook com mídias regionais foi anunciado, dois diretores da poderosa CMA (Consumers Market Authority), agência reguladora de concorrência britânica, deram um depoimento para o Comitê Digital e de Comunicações da Câmara dos Lordes, voltando a defender um código de conduta no estilo da Austrália para garantir que haja “termos justos e razoáveis” entre plataformas e provedores de conteúdo.

O depoimento foi parte do processo de aprovação do projeto de lei apresentado pelo governo em novembro de 2020.  O secretário nacional de mídia e assuntos digitais, Oliver Dowden, tem se manifestado regularmente sobre a nova lei. E exercido pressões sobre o Facebook, cujo chefe global de comunicação, Nick Clegg, é um ex-parlamentar britânico.

Como vai funcionar o Facebook news Local

A nova seção do Facebook News agrupará o conteúdo da mídia regional por geografia, permitindo que os usuários no Reino Unido vejam rapidamente o que está acontecendo em sua cidade ou simplesmente adicionando esse local ao feed. Os usuários também receberão uma amostra diária de conteúdo relacionado às configurações de localização no perfil do Facebook.

Com a inclusão das notícias locais no Facebook News, os usuários não precisam mais se conectar manualmente a sites das localidades onde vivem ou de cidades que tenham interesse em acompanhar, facilitando o acesso às notícias.

No comunicado oficial, a diretora de parcerias de notícias do Facebook para a Europa ocidental, Sarah Brown, disse que o lançamento é “parte do compromisso contínuo de ajudar as empresas de notícias a construir modelos de negócios sustentáveis”.

“Hoje estamos fazendo mais um investimento no ecossistema de notícias no Reino Unido com a adição de uma nova seção de notícias locais no Facebook News para ajudar centenas de editores a direcionar públicos adicionais para seus sites e conectar as pessoas às notícias que mais importam para elas.

Esse novo recurso, lançado nos Estados Unidos no ano passado, também tornará mais fácil para as pessoas encontrarem uma combinação maior de reportagens locais e nacionais nas quais estão interessadas.”

Brown fez um afago ao jornalismo regional, tão combalido pela combinação do poder das plataformas sobre a propaganda com os efeitos da pandemia:

“Conectar as pessoas às notícias locais nunca foi tão importante e muitas pessoas passaram a confiar nos meios de comunicação locais para obter as informações mais recentes sobre a pandemia.

Com esse novo recurso no Facebook News, queremos direcionar o tráfego para sites locais, ajudando os editores a alcançar novos públicos. Os usuários do Facebook agora podem ver as notícias locais ao lado das matérias mais importantes do dia.”

A empresa também anunciou a extensão do projeto Notícias da Comunidade por mais um ano. Trata-se de um fundo de treinamento anual de £ 2,25 milhões, em parceria com o Conselho Nacional para o Treinamento de Jornalistas (NCTJ). O objetivo é capacitar repórteres em 80 redações locais em todo o Reino Unido. Os salários dos profissionais e seu treinamento são pagos pelo Facebook, o que acaba reforçando a equipe das redações, geralmente enxutas e sem muitos recursos.

Facebook News no Reino Unido

O Facebook News foi anunciado no Reino Unido em novembro de 2020 e lançado em janeiro. O país foi o primeiro a contar com o serviço depois dos Estados Unidos.

Em fevereiro ele chegou também à Austrália, no contexto da aprovação da nova lei de mídia regulamentando o pagamento por conteúdo veiculado nas plataformas de mídia digital.

O acordo como os editores australianos foi firmado depois de uma negociação com o governo, interpretada por muitos como uma flexibilização da nova lei favorável às Big Techs. Na semana anterior, o Facebook havia suspendido os links de notícias em sua plataforma, causando revolta local e global.

No Reino Unido, o Facebook News contemplou inicialmente algumas das principais organizações jornalísticas como The Guardian, Reach (Daily Mirror), Daily Star, Archant (que publica jornais regionais importantes), The Economist, Conde Nast, ESI Media (Evening Standard), JPI Media (Scotsman), Illife (editora de jornais regionais) e Hearst (editora de revistas como Country Living e Women’s Health).

Entre os grandes editores, ficaram de fora o grupo News Corp, conglomerado do magnata da mídia Rupert Murdoch, que publica o The Times e o The Sun, e o DGMT, dono do Daily Mail. Murdoch chegou a fechar em março um acordo separado com o Facebook na Austrália, considerado “histórico“, mas os títulos em outros países não foram contemplados.

No anúncio de janeiro, o Facebook não comentou quanto iria investir no programa, mas o The Guardian disse na época que “alguns editores esperam ganhar milhões de libras por ano com os acordos de longo prazo assinados com a rede social“. O jornal afirmou que fontes da indústria estimam que a conta anual total do Facebook deve chegar a dezenas de milhões somente no Reino Unido.

Na época, o próprio The Guardian, um dos participantes, considerou que os acordos eram uma iniciativa estratégica da empresa com o objetivo de desencorajar uma regulamentação internacional mais ampla do mercado de mídia, mostrando que está preparada para apoiar as editoras locais sem intervenção do governo.

Segundo o Facebook, a inclusão na sessão de notícias gera mais de 95% de tráfego de novos leitores.

O Google também vem fechando acordos para pagamento por conteúdo em vários países, incluindo o Brasil, por meio de seu Google News Showcase.  Na Austrália, a empresa foi a primeira a selar a paz com o governo e assinou contratos com organizações de mídia antes da aprovação da lei de pagamento por conteúdo. A Itália foi o nono país em que a plataforma fechou com editores locais, em março de 2020.

Twitter, a rede mais valiosa para os jornalistas

Uma pesquisa global que ouviu quase 3 mil jornalistas em todo o mundo revelou que o Twitter é a rede mais usada pelos jornalistas e a que consideram mais valiosa para o seu trabalho. Além disso, é a rede que mais usam para se informar, perdendo apenas para os jornais e revistas online.

E na hora de responder qual das plataformas os jornalistas pretendem usar mais? Não deu outra: o Twitter apareceu na frente de novo.

A pesquisa, chamada State of Journalism 2021, é realizada anualmente pela plataforma digital Muck Rack, que conecta jornalistas e profissionais de comunicação corporativa de empresas e agências.

Ela foi realizada entre os dias 11 de janeiro e 8 de fevereiro com 2.482 jornalistas de todo o mundo, incluindo empregados na profissão  full-time (63%), freelances (20%), jornalistas part-time que complementam a renda com outro emprego (15%) e aposentados/desempregados (2%). A maioria está baseada nos Estados Unidos (68%).

Apesar de a quinta parte dos respondentes ter tido que passou a trabalhar menos por terem sido envolvidos em dispensas provocadas pela pandemia, a maioria inicia o ano otimista com a profissão.

Confira as conclusões.

Quase metade teve sua carga de trabalho afetada

De um lado, a redução das equipes provocada pela pandemia fez com que os que permaneceram suportassem uma carga de trabalho maior. Do outro, os que saíram tiveram dificuldade de se reposicionar e passaram a trabalhar menos.

Mais de cinco matérias por semana

Mais da metade dos jornalistas entrevistados publica pelo menos cinco matérias por semana. Dois em cada dez produzem mais de 10 por semana.

Otimismo, apesar dos pesares

Dificuldades à parte, 58% dos jornalistas se mantêm otimistas em relação à profissão. O patamar é o mesmo de 2020 e maior do que nos anos anteriores.

Twitter, a rede social mais valiosa

No mundo das redes sociais, nada é mais valioso para o trabalho dos jornalistas do que o Twitter. E com grande folga: o dobro das menções do segundo colocado, o Facebook.

Jornais e revistas online, a principal fonte de informação

Quase seis em cada 10 dos respondentes se informam pelos jornais e revistas online. E qual a segunda fonte de notícias? O Twitter! E com mais que o dobro da preferência das TVs ou dos jornais impressos.

Twitter, a rede mais usada pelos jornalistas

Mais de nove em cada dez jornalistas usam o Twitter. O Facebook ainda aparece em segundo, mas logo vai perder essa posição, pois é a rede com maior percentual de jornalistas querendo usar menos. Depois aparecem Linkedin, Youtube e Instagram. A maioria dos jornalistas consultados não usa Reddit ou TikTok.

O Twitter deve ampliar ainda mais sua vantagem, pois é a rede cujo maior percentual de jornalistas quer passar a usar mais. Num segundo patamar devem se consolidar Linkedin, Instagram e Youtube, que são as outras redes com maior percentual de jornalistas querendo usar mais.

 

Maioria acompanha compartilhamento de suas notícias nas redes

Seis em cada dez dos jornalistas consultados já têm essa prática.

Notícias sobre trending topics têm maior potencial de compartilhamento

Uma boa imagem ou um bom gráfico também foram muito citados como fortes geradores de compartilhamentos,  à frente até de uma notícia exclusiva ou com dados surpreendentes.

Pandemia tomou conta da pauta

Mais de nove em cada dez jornalistas disseram que as matérias que produziram foram de alguma forma influenciadas pela pandemia. Somente 6% dos entrevistados disseram que as pautas que levaram adiante não foram afetadas pelo vírus.

Especialistas foram as fontes mais confiáveis

A pandemia consolidou os especialistas acadêmicos como as fontes mais confiáveis para os jornalistas, seguidos pelos CEOs das empresas. No lado oposto, contando com a desconfiança de nove entre dez jornalistas, ficaram os blogueiros, celebridades, influencers e especialistas que se auto promovem.

Perfil da amostra

A maior parte dos entrevistados (37%)  trabalha há mais de 20 anos como jornalistas, 23% entre 10-20 anos, 19% entre 6-10 anos e 16% de 3-5 anos e 5% têm 2 anos ou menos de profissão.

O grupo mais representativo (34%) é o de mais de 50 anos, 18% estão na faixa de 41-50 anos, 27% na de 31-40 anos e 21% na de 21-30 anos.

A maior parte da amostra (42%) trabalha em veículos online, 34% na mídia impressa, 10% na TV, 8% no rádio, 2% em boletim informativo e 1% em podcast. Uma parcela de 3% dos entrevistados disse que era muito difícil definir seu principal veículo de trabalho.

A média dos jornalistas cobre 3 ou mais editorias. 47% cobrem política, negócios ou jurídico; 33% cobrem notícias regionais ou locais; 32% negócios e finanças; 25% saúde, bem-estar e fitness; 20% tecnologia e telecomunicações; 19% esportes; 17% alimentos e gastronomia; 16% turismo e 8% moda e beleza.

Profissões do futuro: Robert Half aponta 18 carreiras para você ficar de olho

A consultoria elenca as carreiras que já são tendência para as áreas de Tecnologia, Mercado Financeiro, Seguros, Engenharia, Vendas e Marketing, Recursos Humanos e Jurídico

São Paulo, abril de 2021 – O mercado de trabalho vem se transformando a passos largos já faz alguns anos e com a chegada da pandemia, esse processo de transformação foi potencializado ao máximo. A Robert Half elenca em seu Guia Salarial 2021, as principais carreiras que já são tendência para o futuro do mercado de trabalho nas áreas de Tecnologia, Mercado Financeiro, Seguros, Engenharia, Vendas e Marketing, Recursos Humanos e Jurídico.

As incertezas em relação à velocidade da vacinação em massa e o fim da pandemia, associadas à evolução do trabalho remoto e a forte tendência de adoção do modelo híbrido, impulsionaram a aceleração dos processos de transformação digital nas empresas e a manutenção das iniciativas de inovação, com a digitalização dos processos e metodologias. Como consequência, algumas profissões ganharam relevância no último ano e seguem gerando expectativas positivas em relação ao presente e futuro do mercado.

O Guia Salarial 2021 da Robert Half elenca 18 profissões do futuro do trabalho:

Tecnologia:

– arquiteto(a)s de segurança
– detetives de dados
– engenheiro(a)s de inteligência artificial
– especialistas em transformação digital

Mercado Financeiro:

– DPO (Data Protection Officer)
– analista de compliance LGPD

Seguros:

– Chief digital officer
– analista/especialista de produtos digitais

Engenharia:

– piloto(a) de drone
– engenheiro(a) de georreferenciamento
– engenheiro(a) de dados
– engenheiro(a) de inovação

Vendas e Marketing:

– BI (Business Intelligence)/CRM
– marketing digital

Recursos Humanos:

– People Analytics
– especialista em transformação cultural/digital

Jurídico:

DPO
– especialista de dados jurídicos (BI)

“A velocidade de transformação do mercado de trabalho é muito superior ao ritmo das principais instituições acadêmicas. Ou seja, as profissões que despontam como tendência para o futuro surgem no dia a dia das empresas e grande parte das graduações não conseguem acompanhar as mudanças, abrindo espaço para cursos especializados”, comenta Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half para a América do Sul. “Um mindset de aprendizagem contínua é essencial ao profissional que quiser um espaço de destaque no mercado pós-pandemia”, completa o executivo.

De acordo com a última edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), a taxa de desemprego dos profissionais qualificados, pessoas com 25 anos de idade ou mais e com formação superior, ficou em 6,38% no último trimestre de 2020, bem abaixo dos 13,9% do desemprego geral. Outro estudo indica que 57% dos trabalhadores brasileiros pretendem buscar um novo trabalho em 2021. Deste modo, tanto para profissionais que estão buscando espaço no concorrido mercado de trabalho quanto para profissionais que estão com interesse em mudar de carreira, algumas profissões tendem a ser mais estratégicas na busca por recolocação.

Guia Salarial 2021 da Robert Half

O Guia Salarial da Robert Half é uma das mais respeitadas fontes de informação sobre remuneração e tendências de recrutamento para auxiliar empresas e profissionais a tomarem as melhores decisões. Traz a tabela salarial de centenas de cargos em diversas áreas, apresenta profissões e habilidades mais demandadas em todas as divisões de atuação da consultoria, com dados que refletem a realidade de vagas trabalhadas na Robert Half e informações das salas de entrevista.

Sobre a Robert Half

É a primeira e maior empresa de recrutamento especializado no mundo. Fundada em 1948, a empresa opera no Brasil selecionando profissionais temporários e permanentes nas áreas de finanças, contabilidade, mercado financeiro, seguros, engenharia, tecnologia, jurídico, recursos humanos, marketing e vendas e cargos de alta gestão.

Ao todo são mais de 300 escritórios na América do Norte, Europa, Ásia, América do Sul e Oceania. Em 2021, a Robert Half foi novamente considerada pela Fortune uma das empresas mais admiradas do mundo. A Robert Half integra também o Índice de Igualdade de Gênero da Bloomberg, graças ao seu compromisso em promover a igualdade e proporcionar uma cultura que apoia a diversidade.