IAB Brasil lança análises sobre a aplicação da LGPD para a Publicidade Digital

Documentos exploram como a Lei Geral de Proteção de Dados se aplica à indústria de publicidade digital, para orientar a realização dos anúncios na internet em conformidade com a lei

O IAB Brasil, associação que representa o mercado de publicidade digital no País, lança oficialmente documentos para ajudar a orientar as empresas brasileiras sobre a aplicação da LGPD para o mercado.

Capítulo Brasil do Compêndio Cross-Jurisdiction Privacy Project (CJPP)
O IAB Brasil disponibiliza a versão em português do capítulo Brasil do CJPP, trecho de 56 páginas que analisa a Lei de Proteção de Dados do país. Para a análise das leis de proteção de dados no contexto brasileiro, a iniciativa contou com a colaboração dos advogados Cecília Coutinho (Veirano Advogados), Henrique Fabretti Moraes (Opice Blum) e Marcel Leonardi (Leonardi Advogados).

O capítulo publicado é parte do Compêndio Cross-Jurisdiction Privacy Project (CJPP – Projeto de Privacidade entre Jurisdições), denominado: Leis de Privacidade e Publicidade Digital: Visão Geral e Implicações Multijurisdicionais, desenvolvido pelo Conselho de Legal Affairs do IAB nos Estados Unidos, que avaliou as leis de proteção de dados de 11 países – Austrália, Brasil, Canadá, China, Índia, Israel, Japão, México, Nigéria, Cingapura e Coréia do Sul – e seus impactos para a publicidade bem como as especificações legais, que foi lançado na última semana.

As Especificações Legais contidas no documento completo do CJPP também serão utilizadas pelo IAB Tech Lab, consórcio de pesquisa e desenvolvimento sem fins lucrativos que produz e fornece padrões, software, ferramentas e serviços para impulsionar o crescimento e a eficiência no ecossistema global de mídia digital. O documento servirá para o desenvolvimento de uma string de privacidade global e mapeamento do como as leis de privacidade das jurisdições participantes se relacionam com um conjunto padronizado de conceitos.

“O IAB Tech Lab vê muito valor neste grandioso projeto. Ele tem o potencial de ajudar nossos novos designs de Plataforma de Privacidade Global a alcançar mais mercados com mais rapidez, o que seria uma grande vitória para o ecossistema de publicidade digital”, diz Alex Cone, vice-presidente de privacidade e proteção de dados do IAB Tech Lab.

Parecer Jurídico sobre LGPD e Publicidade Personalizada
Como parte da iniciativa local para aprofundar o entendimento sobre a aplicação da LGPD para o setor, o IAB Brasil publicou o “Parecer Jurídico sobre LGPD e Publicidade Personalizada”. O documento, produzido pelo Dr. Marcel Leonardi, sócio na Leonardi Advogados, Mestre e Doutor em Direito pela USP e com pós-Doutorado pela Berkeley Law, analisa e explica algumas implicações da Lei 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, “LGPD”) à publicidade personalizada.

O Parecer foi elaborado para ampliar os esclarecimentos sobre a aplicação das leis de proteção de dados na publicidade digital brasileira, por meio de análises que avaliam: conceitos e benefícios; síntese de como a publicidade personalizada funciona; dados pessoais e dados “não-pessoais”; controladores e operadores na publicidade personalizada; bases legais de tratamento: ausência de hierarquia; e bases legais aplicadas à publicidade personalizada, com análise do legítimo interesse, execução de contrato e consentimento.

“Estes documentos podem ajudar empresas e autoridades públicas a entenderem melhor como a LGPD viabiliza atividades da publicidade digital e possibilita agregar valor para consumidores, veículos, agências, plataformas e anunciantes, com segurança jurídica e respeito à privacidade. As empresas do segmento precisam estar em conformidade com a LGPD para exercerem suas atividades com total transparência e prestação de contas”, diz Marcel Leonardi, que colaborou com o IAB US no capítulo Brasil do CJPP e autor do Parecer Jurídico.

O documento completo do Parecer Jurídico sobre LGPD na Publicidade Digital está disponível no link.

CJPP
Para conferir o Capítulo Brasil do CJPP em português, acesse o link.

O material completo em inglês sobre Leis de Privacidade e Publicidade Digital: Visão Geral e Implicações Multijurisdicionais, está disponível no link.

O CJPP Legal Specifications – planilha que contém elementos de aplicabilidade das leis de privacidade e sobre a comunicação necessária para demonstrar conformidade, acesse este link.

Nubank anuncia aquisição da plataforma americana de conversas automatizadas Juntos Global

Acordo visa aprimorar a experiência dos clientes do banco digital com conversas personalizadas, ouvindo proativamente suas necessidades e sugerindo soluções, e envolve também a incorporação de talentos da Juntos

O Nubank, maior plataforma de serviços financeiros do mundo com 40 milhões de clientes, anuncia a aquisição da Juntos Global. Fundada em 2010 nos Estados Unidos, a empresa americana atua como uma plataforma que cria conversas proativas automatizadas e personalizadas entre bancos e seus clientes.

Com o acordo, os talentos das áreas de tecnologia, conteúdo e design da Juntos Global passam a integrar imediatamente o time do Nubank e a colaborar para o desenvolvimento de experiências que ajudem a entender as necessidades reais dos clientes e auxiliá-los na tomada de decisões e planejamento financeiro. A plataforma proporciona ao banco digital mais um meio de, proativamente, engajar a sua base de usuários de forma próxima e personalizada, em linha oposta ao que comumente é praticado no mercado, em que esse tipo de tratamento é direcionado apenas a clientes de alta renda.

“A maioria das comunicações bancárias se concentra no banco – novas promoções, novos produtos e o que o banco precisa que os clientes façam. Acreditamos que cada cliente tem uma necessidade diferente e é fundamental entendermos qual ela é de forma individualizada, porque isso também ajuda a democratizar os serviços financeiros”, afirma Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank. “Ao trazermos a plataforma Juntos Global e sua equipe para a nossa estrutura, queremos entregar aos nossos clientes uma experiência ainda mais completa e personalizada, com conversas sobre o que é mais importante para eles e possíveis soluções financeiras”, complementa.

A Juntos Global usa tecnologia para uma comunicação bidirecional – ou seja, com interações e troca de informações entre os bancos e seus clientes – que ajuda a entender a situação e os desafios de cada cliente com resposta ágil e direcionada. Com o potencial de gerenciar milhões de conversas ao mesmo tempo, a plataforma utiliza a comunicação automatizada para estabelecer uma relação de confiança, contínua e personalizada com os clientes. 

A Juntos Global foi criada exatamente dentro do contexto de digitalização dos serviços financeiros, em que as agências bancárias deixam de ser essenciais na relação banco-cliente, e aflora a oportunidade de construção de relacionamentos em que os clientes estejam engajados e no controle das decisões. Com a aquisição, o Nubank dá mais um passo em direção ao seu propósito de libertar e dar autonomia aos usuários para o planejamento de suas vidas financeiras.

“Encontramos no Nubank, com seu propósito e plataforma 100% digital, uma grande  convergência de valores. O time está muito animado para, com nosso conhecimento e infraestrutura que desenvolvemos ao longo de mais de dez anos, estabelecer laços ainda mais fortes de confiança entre o Nubank e seus clientes para atender as aspirações de cada um deles de forma escalável”, destaca Ben Knelman, fundador e CEO da Juntos Global.

A aquisição da plataforma e do time da Juntos Global pelo Nubank já é a quarta concluída pelo banco digital em pouco mais de 1 ano. Em fase de amadurecimento e crescimento da marca, o Nubank também anunciou outras aquisições no último ano a fim de enriquecer o portfólio de serviços oferecidos para seus clientes. Em 2020, a empresa entrou no setor de investimentos com a compra da Easynvest, além de ter adquirido a americana Cognitect, referência mundial em engenharia de software, e integrou a equipe da Plataformatec, consultoria especializada em método ágil e em desenvolvimento e gerenciamento de produtos.

CVC Capital Partners adquire participação de US$ 470 milhões da Aleph Holding, avaliada em US$ 2 bilhões

A Aleph Holding (“Aleph”), parceira global das principais plataformas digitais do mundo, se associou à líder mundial em private equity, CVC Capital Partners (CVC). A parceria fará com que o CVC Capital Partners Fund VIII invista na Aleph em troca de uma participação minoritária. O fechamento da transação, no valor de US$ 470 milhões, está sujeito às condições habituais e previsto para ocorrer em agosto de 2021. Com essa operação, o valor de mercado da Aleph Holding atinge US$ 2 bilhões.

A Aleph opera em mais de 90 mercados ao redor do mundo como uma extensão global das principais plataformas digitais – como Facebook, Twitter, LinkedIn, Snapchat, Twitch e TikTok, entre outros – para alcançar mercados novos e não atendidos. A empresa oferece serviços que ajudam os anunciantes a maximizar o valor de seus investimentos digitais, por meio de um portfólio de empresas de serviços de mídia digital como IMS, Httpool, WISE.BLUE e Social Snack.

“Queremos gerar igualdade no acesso à publicidade digital em todo o mundo. As plataformas digitais estão desbloqueando o desenvolvimento econômico e gerando soluções que não estavam disponíveis para empresas em um mundo analógico”, destaca Gastón Taratuta, fundador e CEO da Aleph Holding. A CVC reflete a enorme demanda por mídia digital em todos os mercados. “Acreditamos que há grande valor em trabalhar em estreita colaboração com a CVC – sua experiência e amplo portfólio de empresas criarão uma rede positiva para ambas as organizações. Estamos prontos para, juntos, criarmos valor para nossos parceiros e anunciantes em todos os mercados em que operamos “, acrescentou.

“É um prazer fazer parceria com uma equipe de gestão de classe mundial que construiu uma empresa excepcional e líder do setor”, disse Steven Buyse, sócio-gerente da CVC. “A Aleph opera em um atraente mercado de plataforma digital global e tem um histórico impressionante de crescimento acelerado por meio de suas parcerias exclusivas com mídia digital. Acreditamos fortemente no valor que a Aleph traz para anunciantes e parceiros em todo o mundo. Por meio de nossa rede CVC,  escritórios na Europa, América e Ásia, esperamos apoiar o negócio em sua contínua expansão”, destaca Buyse.

O investimento da CVC acompanha um período de crescimento significativo para a Aleph. A empresa está a caminho de gerar US$ 1 bilhão em vendas este ano, tendo alcançado vendas de US$ 475 milhões em 2020 e dobrado os níveis do ano anterior.

Recentemente, a Aleph adquiriu uma empresa africana de mídia. Já tem operação nas economias menores da América Latina, Europa Central e do Leste, Oriente Médio e Índia. Nesta semana passada, comprou 86% das ações da ConectAds que atua em 15 mercados da África e Ásia.

A empresa também contratou recentemente Imran Khan como presidente do conselho, que traz vasta experiência, tendo liderado dois dos maiores IPOs da história: Alibaba e Snap, onde atuou como diretor de estratégia. Aleph também anunciou recentemente a aquisição da AdDynamo, que ampliou a presença da empresa na África. Por meio de suas empresas -IMS, Httpool, AdDynamo e Social Snack -, a Aleph está presente na Europa, América, Ásia e África, e em breve anunciará seu crescimento para novos mercados.

Locaweb anuncia a aquisição da Octadesk, plataforma de Conversational Commerce que engaja clientes no processo de marketing, vendas e atendimento

  • Locaweb avança na estratégia de ter o mais completo portfólio tecnológico para PME’s
  • Com o Octadesk, as empresas podem interagir com os seus clientes e prospects em todos os canais digitais. São mais de 3 milhões de mensagens todos os dias
  • Mais de 65% dos compradores online conversam com as empresas em seus múltiplos canais durante o processo de compra
  • 99% dos smartphones no Brasil possuem aplicativos de mensageria instalados e podem interagir com empresas por esses meios
  • Octadesk terá forte e imediata conexão com o portfólio de soluções de Social Commerce e demais serviços da Locaweb

Locaweb anuncia mais uma importante aquisição! Desta vez, a aposta da companhia é na Octadesk, plataforma de gestão de conversas que ajuda as empresas no processo de geração de leads, vendas e atendimento, conectando empresas a consumidores em todos os canais digitais, em tempo real.

Fundada em 2015 na cidade de São Paulo, o Octadesk é uma plataforma SaaS (Software como Serviço) voltada para pequenas e médias empresas se relacionarem melhor com seus clientes em todas as etapas de sua jornada (marketing, vendas e atendimento), em tempo real e em múltiplos canais como WhatsApp, Instagram, chat, e-mail, entre outros, organizando suas interações em um único lugar. Propiciando automação e escala por meio de chatbots próprios, assistentes virtuais pré-programados e tecnologia embarcada em Inteligência Artificial, a plataforma possui capacidade de tornar as conversas humanizadas, melhorando a experiência nas relações com os clientes. Graças a essa proximidade gerada e ao atendimento que é prestado no momento oportuno e no melhor canal, os resultados não poderiam ser diferentes de: melhor experiência entre as partes, aumento de vendas, maior engajamento com o público, qualidade e satisfação.

A mudança do comportamento do consumidor impõe uma série de mudanças nas dinâmicas de mercado. Como consumidores, todos nós esperamos resoluções muito mais rápidas e simples, preferencialmente nos canais digitais, que são nativos para todos. Atritos que podem ser gerados entre empresas e consumidores, como por exemplo, dúvidas sobre produtos, requisição de segunda via de boleto, contato com o time de vendas que em muitos casos dependem de interação humana e pode demorar dias, com a Octadesk vira uma solicitação automática que é resolvida em segundos. Soluções desse tipo que até pouco tempo eram a realidade somente para grandes empresas, hoje com a Octadesk são acessíveis também para pequenas e médias.

“O Social Commerce e Conversational Commerce já estão presentes no processo de decisão de compras online de aproximadamente 65% das pessoas ao redor do mundo. Somada às iniciativas já existentes de Social Commerce da companhia, o Octadesk trará uma amplitude de soluções para o nosso ecossistema de e-commerce sem precedentes no Brasil.” Afirma Fernando Cirne, CEO da Locaweb.

Conversational Commerce é extremamente importante no processo de vendas, atendimento e suporte. Muitas companhias estão adotando essa estratégia para criarem oportunidades e servirem os clientes em múltiplos canais, possibilitando escalar o negócio com o uso de inteligência artificial, mensagens automáticas, entre outras, 24 horas por dia, durante o ano todo.

“Estamos muito animados com as oportunidades que se abrem com a chegada da Octadesk. Poderemos oferecer a plataforma para toda a base de clientes da Locaweb, pois ela se encaixa bem tanto para os clientes de Commerce, quanto com os demais segmentos de serviços, indústria, varejo e outros.” afirma Higor Franco, Diretor Geral de BeOnline e SaaS da Locaweb.

Temas atuais como Conversational Commerce e Social Commerce, por muitas vezes se confundem, porém, são extremamente complementares. Enquanto o Social Commerce é utilizado para que as empresas consigam utilizar a força das redes sociais para exporem os seus produtos e serviços e gerarem negócios, o Conversational Commerce pode melhorar e automatizar esse processo, ampliando as possibilidades para outros canais e gerando uma proximidade maior entre empresas e clientes.

““Fazer parte do grupo Locaweb está totalmente alinhado ao nosso propósito como protagonistas no Conversational Commerce. Entramos para um ecossistema completo que permeia toda a jornada digital, trazendo muita sinergia com nossa plataforma e nosso time. Acreditamos que a oportunidade de trabalhar em parceria com essas mentes vai ajudar a construir o futuro da Octadesk e potencializar os resultados do grupo “. afirma Rodrigo Ricco, fundador e CEO do Octadesk.

Assim como a Locaweb, a Octadesk vem apresentando forte crescimento em 2021. Por dia, a plataforma gerencia mais de 3 milhões de conversas entre empresas e consumidores e possui receita anual recorrente (ARR) de R$ 25 milhões, o que representa um crescimento de aproximadamente 100% YoY.

Seguindo o modelo de atuação da Companhia em outros processos de M&A, a Locaweb adquire 100% do Octadesk por aproximadamente  R$ 102 milhões. Os sócios Rodrigo Ricco e Leandro Ueda permanecerão na operação e manterão o time de colaboradores. Também juntarão forças os times das demais unidades de negócios da Locaweb.

Uma das pioneiras em soluções Business to Business (B2B) para transformação digital de negócios no Brasil, a Locaweb nasceu para ajudar empreendedores e negócios a desenvolverem sua presença online e prosperarem na web. Ao longo dos últimos anos, a empresa realizou importantes aquisições, fortalecendo a atuação em diversos mercados como o de e-commerce, redes sociais, recorrência, marketing cloud, hospedagem, cloud computing, pagamentos e aplicativos mobile. A Locaweb possui cerca de 2 mil funcionários, quase 400 mil clientes e 20 mil desenvolvedores e agências parceiras. Com 23 anos de atuação, a empresa segue crescendo e inovando por meio de desenvolvimento e aprimoramento interno de produtos, bem como de aquisições.

GenZ, Millenials ou 50+: cringe é não entregar resultados

CringeMillenials, Geração Z. Os termos referem-se a diferentes faixas etárias e ganharam destaque – especialmente com memes, charges, testes e inúmeros comentários nas redes sociais – nas últimas semanas. A repercussão da brincadeira também leva a uma importante reflexão acerca dos desafios para se garantir a convivência intergeracional no mundo corporativo e, consequentemente, promover a genuína diversidade de pensamento. Estratégia que é fundamental para ampliar as chances de sucesso do negócio, pois serão repertórios variados, servindo ao mesmo objetivo: a lucratividade e perenidade da organização.

Trabalhar com times cada vez mais multidisciplinares, capazes de fazer análises críticas e de questionar o status quo, impulsiona a inovação, que é base para as transformações e para o crescimento. Assim, as empresas estão em busca de aplicar a diversidade nos variados aspectos, seja de raça, cor, gênero, ideias, seja de escolaridade, idades e gerações. Todavia, em primeiro lugar, é importante salientar que não é prudente enquadrar as pessoas e classificá-las por qualquer um desses aspectos. Aliás, nada mais “cringe”! É preciso entender que o mundo, hoje, exige um ambiente corporativo humanizado e conectado com as tendências atuais.

Então, dizer que uma pessoa se comporta de determinada maneira, simplesmente em função de sua idade, por exemplo, é simplificar o ser humano e enquadrá-lo em um estereótipo, o que também é complexo e não assertivo. Há muitos profissionais acima de 50 anos extremamente conectados, com alta energia vital e atentos às melhores práticas de mercado. Ao mesmo tempo, outros de 25 a 30, sem qualquer engajamento, desanimados, que não gostam de tecnologia e sequer buscam melhoria contínua.

Obviamente, existem características e repertórios mais frequentes em cada geração, mas nenhuma é melhor do que a outra. Todos têm a aprender e a ensinar. Unir a sabedoria dos seniores com a conectividade e inquietude dos mais jovens é um dos ingredientes de sucesso das relações nas empresas. Foi-se a época em que os mais velhos detinham o conhecimento e sabiam todas as respostas. Essa máxima não é mais válida há algum tempo. O que importa é o quanto o profissional foi exposto ao longo de sua carreira, sua vivência em diferentes esferas, sua maturidade. Por outro lado, quanto mais nova é a geração, mais atenta a tecnologias, até por já ter nascido no mundo digitalizado. No entanto, falta o conhecimento prático dos maiores de 50 anos.

Portanto, não há certo ou errado, mas um contexto organizacional onde cada um entrega seu resultado, de acordo com suas competências e habilidades, em prol do desempenho geral da empresa. Cabe às lideranças desenvolver times plurais, caso tenham o desejo de se manterem relevantes e se perpetuarem em um mercado permanentemente desafiador, volátil, complexo e ambíguo, onde o que funciona hoje, amanhã poderá já estar obsoleto. Diante disso, devem estar preparadas para orquestrar os interesses das pessoas – muitas vezes, distintos – nesse ambiente diverso e que costuma ser uma arena propícia para o conflito. Como se é sabido, quando bem gerenciado, esses embates, especialmente de ideias, são o start para a tão buscada inovação.

Afinal, as respostas para a transformação de um business podem vir do estagiário ou de qualquer outro nível hierárquico. O importante é saber ter uma mente aberta ao novo, provocando discussões relevantes e criando ambientes onde todos tenham voz. Esse é um cenário favorável à cultura da inovação e demais temas modernos no meio corporativo. As organizações precisam de profissionais relevantes, disruptivos, engajados e que entregarão os resultados pré-determinados, independentemente da idade, raça, cor, gênero, religião ou qualquer outra questão. Ou seja, “mico” – ou “cringe” – é não saber lidar com as diferenças, não ter tolerância e empatia para trabalhar em equipes cada vez mais diversas. Esse tipo de perfil tem sido expurgado das empresas, especialmente as mais estratégicas.

Dados importantes para estudar no Google Analytics

O mundo atual se encontra num momento em que o ambiente digital e os dados estão presentes na vida profissional. Há tempos que os gestores do varejo como um todo não podem mais se dar ao luxo de trabalhar no escuro, ou seja, sem ter noção do que acontece. As ferramentas disponíveis hoje mostram, em tempo real, tudo o que ocorre nas estratégias de marketing digital.

A frase de John Wannamaker, “Metade do dinheiro que gasto em marketing é desperdiçado, o problema é que não sei qual metade”, não se aplica no mundo atual, pois é possível saber quanto uma empresa gasta e como cada centavo está voltando para os cofres da mesma. Um dos responsáveis por esse controle é o Google Analytics, ferramenta gratuita que é fundamental um projeto digital, inclusive lojas on-line.

Quem compra da loja são pessoas, logo, é preciso entender sobre o público. Este pode ser muito diversificado. Quanto mais abrangente a oferta de produtos, maior a diversidade. Se uma pessoa, por exemplo, é responsável por gerenciar o e-commerce de uma loja de departamentos, o público pode ser de homens e mulheres, 18 a 80 anos, classes ABCD, que residem no Brasil. Com essas possibilidades, o público se torna amplo, mas o leque de produtos oferecidos permite a margem ampla. Se a loja for especializada em moda feminina, exige outro tipo de público – mulheres 16 a 40 anos, classes ABC.

O Google Analytics possui ferramentas que permitem ver os interesses do público, disponíveis em “públicos, interesses, visão geral”. Por mais amplo que o público seja, ele tem comportamentos em comum, por isso hoje o marketing tem mais interesse no perfil comportamental do que demográfico. Ter essas informações auxilia na criação de campanhas por interesse, conteúdo em redes sociais, peças de e-mail que ampliarão as vendas, entre outras.

Em “público, geográfico, locais”, é possível avaliar de onde os acessos e vendas vêm com maior frequência. Se, por exemplo, for a cidade de São Paulo, vale um estudo de frete grátis para a região, com a ideia de ampliar as vendas, uma vez que frete grátis é um fator de decisão para compra na loja, pois trata-se de um benefício para o consumidor final, que vai pagar menos no produto desejado.

Analisar a taxa de retorno é fundamental, afinal é mais barato vender para quem é cliente ou se relaciona com a marca do que buscar novos clientes. Ambas as ações devem ser feitas de forma simultânea, por isso olhar “públicos, comportamentos, novos recorrentes” é fundamental, assim a verba de marketing fica mais assertiva, criando estratégias para visitantes e compradores antigos. Dessa forma, John Wannamaker teria mais conhecimentos de como está investindo em marketing. O tempo que o cliente demora para retomar é importante, até para alinhar a estratégia de remarketing.

Estudos mostram que a cada 1 segundo que o site demora para carregar chega-se a perder de 5% a 7% da audiência do mesmo. Se o site demora 5 segundos para carregar, 35% das pessoas que o acessaram podem sair, o que gera prejuízo para a empresa. Em “públicos, comportamentos, velocidade do site, visão geral”, é possível avaliar essa velocidade e propor junto à plataforma – ou ao time interno de TI – como reduzir esse tempo. Quanto menos tempo de carregamento, mais pessoas no site.

Por fim, o desempenho de produto. Em “comércio eletrônico, desempenho de produto”, estão presentes todas as vendas, produto a produto, para analisar e tomar decisões de criar uma campanha específica para aumentar as vendas de quem está vendendo mais, ou focar em quem está vendendo menos. É uma decisão nem sempre fácil, e o Google Analytics não vai fornecer a resposta, mas auxiliar nos caminhos para dar o passo a seguir.

Se a taxa de conversão é de, em média, 1,8%, significa que 98,2% das pessoas que entraram no site, em média, não compraram. Entretanto, podem vir a comprar em outro momento. Analisar os dados de “funis multicanal, principais caminhos até a conversão” é entender a jornada de consumo e saber onde e quando investir mais verba.

Por fim, é preciso ter em mente que Google Analytics necessita estar configurado no site para gerar as informações.

*Diego Santana é  empreendedor especialista em anúncios para E-Commerce. Com bacharelado em Administração na Cruzeiro do Sul, atualmente é Gerente de tráfego na Gestor de Performance.  

Diego Santana 

Profissional empreendedor nato, atua com e-commerce desde 2008. Já criou e gerenciou 3 operações de sucesso no universo das vendas online. Hoje dedica a sua carreira a acelerar e-commerces. Seu papel de gestor de performance faz com que Diego possa fazer as lojas online venderem mais. Professor do curso Gestor de Performance, com mais de 700 alunos formados em 1 ano. Eleito em 2019, o Profissional de Marketing Digital do Ano pela Associação Brasileira de E-commerce

Varejo digital – 57% dos brasileiros fazem compras online em sites estrangeiros; 23% deles pagam com PayPal

PayPal Holdings, Inc. (NASDAQ: PYPL) publicou, na última sexta-feira, seu informe anual Borderless Commerce Report 2021, que destaca as tendências globais do comércio eletrônico, os métodos de pagamento mais usados, as principais plataformas de compra e os matizes locais de 13 mercados em nível mundial durante todo o ano passado – incluindo o Brasil.

A conclusão do Borderless Report 2021 é de que a onda de digitalização que atingiu o mundo inteiro, refletida no aumento de 28% na penetração global da internet, revelou que os 13 mercados estudados passaram a ter mais em comum do que o que os diferenciava. Países com alta adoção de e-commerce, como os Estados Unidos, cresceram 10 anos em apenas 90 dias; e países com menor penetração experimentaram migrações massivas para as compras online, lideradas por países altamente dinâmicos, como o Brasil

Por aqui, durante 2020, grande parte da população passou a enxergar, no comércio eletrônico, uma excelente opção para comprar produtos e serviços, por causa das medidas de distanciamento social e prevenção ao contágio, de acordo com o IBGE e a Ebit|Nielsen. Porém, o que começou como uma alternativa mais saudável, ganhou ares de atividade permanece – que cresce graças à oferta de valor do comércio eletrônico e dos pagamentos digitais.

Ao mesmo tempo em que o e-commerce ganhou força no País, 57% dos compradores digitais fizeram pelo menos uma compra no exterior, sendo 78% pelo smartphone, durante 2020. Os principais países em que compram: China (com 56% de respostas dos entrevistados); EUA (com 26%) e Japão (com 7%).

A seguir, alguns destaques do levantamento:

  • Buscando bons preços, 38% dos brasileiros que fazem compras online disseram estar mais dispostos a fazer compras internacionais agora do que antes da pandemia – segundo maior aumento entre os 13 mercados pesquisados, atrás somente do México.
  • Cada vez mais brasileiros e brasileiras realizam compras online no exterior e 23% deles/delas usam a carteira do  PayPal como método preferido de pagamento, graças à segurança e à proteção ao comprador, revela a pesquisa. “Fomos testemunhas, em nível mundial, de como, durante 2020, as pessoas compraram com maior frequência em sites internacionais, atraídas por preços competitivos e maior diversidade de produtos”, explica Leonardo Sertã, Head de Desenvolvimento de Mercados do PayPal Latam. “Isso porque, comprar em sites estrangeiros tem se tornado cada vez mais fácil e seguro, muito por causa das plataformas de pagamentos digitais, como o PayPal, que melhoram e facilitam a experiência de compra dos usuários.”
  • A possibilidade de encontrar melhores preços no mercado internacional é uma das principais motivações para 62% dos pesquisados, seguida pela capacidade de encontrar produtos novos e interessantes (32%), e ter acesso a itens que não podem ser encontrados tão facilmente no Brasil (29%).
  • Para 18% dos brasileiros, o idioma ainda é um fator determinante quando acessam marketplaces internacionais. Questionados, eles responderam que, se o atendimento não estivesse disponível em português, não teriam realizado a compra.
  • 80% dos brasileiros que responderam à pesquisa disseram ter experimentado novas marcas ao comprar online em 2020 – assim como afirmam ter desenvolvido novos hábitos de consumo durante a pandemia.
  • Por outro lado, 40% dos entrevistados pela pesquisa afirmaram que a instabilidade da internet os impediu de realizar pelo menos uma compra no ano passado, e os prazos de entrega podem ser um obstáculo adicional às vendas internacionais.