Quais pistas encontramos nos dados sobre o futuro virtual?

Desde que o Facebook anunciou sua mudança de marca e posicionamento, passando a direcionar investimentos para o desenvolvimento de seu próprio ambiente virtual, a palavra ‘metaverso’ não sai dos noticiários e das redes sociais. Mas o que isso quer dizer? Na prática, essa novidade proporciona experiências imersivas e interativas na Internet, agora em ambientes completamente virtualizados. Além disso, a convergência entre os mundos físico e digital trará diversas oportunidades para o mercado publicitário.

O Data Stories de novembro – projeto da Kantar IBOPE Media que publica mensalmente estudos sobre diferentes temáticas em alta no mercado da publicidade e da comunicação –, é um exercício de futurologia. Veja um pouco do que você encontra na edição ‘Daqui até o Metaverso: quais pistas encontramos nos dados sobre este futuro em construção?’:

  • 90% dos usuários de ambientes virtuais gostam de descobrir novos aplicativos e 91% afirmam que tentam acompanhar todas as informações e tecnologias; 

78% dos usuários de ambientes virtuais preferem ver anúncios relacionados ao conteúdo dos sites que visitam.

 

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Como as marcas podem obter sucesso na era da baixa atenção

Os consumidores de hoje estão sendo bombardeados com mais conteúdo do que nunca, e a sobrecarga de informação tem um grande impacto em nossa capacidade de prestar atenção. Para profissionais da propaganda que criam vídeos de resposta direta, isso significa que nunca foi tão importante fazer anúncios claros e atraentes que inspirem o usuário a agir em questão de segundos.

Mas como obter sucesso na era da baixa atenção? Quais as melhores táticas para comunicar os benefícios do seu produto, construir a confiança do consumidor e estabelecer um call-to-action convincente? E, tudo isso, claro, na velocidade exigida pelo nosso mundo de rolagem infinita. A duração média da visualização de um anúncio no feed de redes sociais já é inferior a 3 segundos. 

Felizmente, nos últimos cinco anos, acompanhamos centenas de campanhas para os principais anunciantes do mundo, seja no Facebook, Instagram, TikTok, YouTube, etc. Com essa experiência, identificamos uma estrutura que os profissionais de marketing podem seguir para criar anúncios em vídeo de resposta direta (DR) eficazes.

Há três perguntas que os consumidores se fazem ao ver um anúncio, vídeo, foto, notícia ou qualquer tipo de post nas redes sociais: 1) O que eu ganho com isso?; 2) Por que eu devo acreditar nisso? e 3) O que eu devo fazer agora? Vou mostrar aqui as marcas e anunciantes a melhor maneira de responder a essas perguntas por meio de vídeos publicitários de resposta direta. Ao aplicar esses ensinamentos, as marcas tendem a capturar a atenção do consumidor de forma mais eficaz – e estimular ações em questão de segundos.

Para se conectar ao usuário, os anunciantes precisam ser diretos e simples. Eles devem comunicar apenas um único benefício nos primeiros três segundos. O benefício pode ser uma das alternativas: • Produto e preço • Produto e oferta especial • Produto e funcionalidade exclusiva. Os profissionais de marketing costumam conseguir condensar tudo o que queriam dizer em um espaço de 30 segundos. Agora que eles têm 3 segundos, uma mensagem concentrada é essencial para o sucesso da missão. 

Se você conseguir conquistar um consumidor com um benefício relevante para ele, a próxima etapa é provar que você pode entregá-lo. As duas principais maneiras de fazer isso são: 1) Demonstrações – Mostre ao público como se faz. Você não vai acreditar o quanto uma demonstração rápida e boa do produto é eficaz para aumentar as taxas de conversão. 2) Depoimentos e resenhas. As indústrias de cosméticos e beleza são usuárias fiéis dessa tática, mas ela funciona para todos os tipos de produtos.

Uma vez que o consumidor confia no benefício do seu produto, ele está aguardando orientações para dar o próximo passo. E não importa qual seja o próximo passo, eles desejam concluí-lo muito rapidamente. Esses são os seus últimos milissegundos com o cliente em potencial. Não confie nos botões de call-to-action prontos, fornecidos pela plataforma. “Faça o download agora” e “Compre agora” são bons, mas você precisa definir as expectativas para o processo de mudança de um cliente em potencial para um cliente fiel.

Quanto mais específico você for, maior a probabilidade de o consumidor saber que ação tomar e quais serão os resultados dessa ação. “Clique”, “Inscreva-se”, “Navegue” e “Experimente” são bons pontos de partida. Faça a ponte para a experiência pós clique com uma breve descrição. Por exemplo, “Obtenha seu score de crédito em minutos”, “Preencha um rápido formulário”, ou “Navegue pela nova coleção” e “Receba os produtos em 3 dias.” Certifique-se de que é uma ação viável e rápida. Por exemplo, se você estiver vendendo um carro, “Compre agora” é um exagero.  No entanto, “Agende um test drive em 5 minutos” faz sentido e preenche a lacuna da experiência pós-clique. 

No atual ecossistema de mídia, em que há um alto volume de informação e baixo nível de atenção, vídeos de 30 segundos e belas fotos de produtos não são mais suficientes. Para obter sucesso, os anunciantes precisam aprender a se comunicar de uma maneira totalmente nova e os profissionais de marketing precisam se adaptar chamando a atenção do usuário com anúncios atraentes, imediatos e fáceis de entender. Esse é o novo normal e à medida que o 5G se aproxima, nossa cultura caminha rumo a mais mídia, mais pontos de contato e mais experiências com telas.

*A Vidmob é uma martech pioneira no uso da inteligência artificial e machine learning para medir e otimizar o desempenho de peças criativas, seja em texto, áudio ou vídeo, nas plataformas digitais.