Arena ANTP 2019 reuniu mais de três mil pessoas para discutir mobilidade urbana em São Paulo

  • Novo formato deu espaço para players do setor contribuírem com ideias e soluções para construir cidades mais humanas e saudáveis
  • ANTP divulgou durante evento estudo inédito sobre o impacto dos aplicativos no transporte público

Durante os dias 24, 25 e 26 de setembro a Arena ANTP – Congresso Brasileiro de Mobilidade Urbana reuniu no Transamerica Expo Center, em São Paulo, os principais atores do ecossistema do transporte público para apresentar soluções e fomentar o debate em torno da mobilidade urbana. Mais de três mil pessoas estiveram presentes para visitar a feira de negócios e fazer uma imersão no conteúdo compartilhado durante as palestras, apresentadas por autoridades nacionais e internacionais, representantes das entidades do setor e grandes empresas.

O congresso contou com a presença de autoridades nacionais e internacionais, que compartilharam com o público os projetos de curto e longo prazo que cidades como São Paulo, Campinas (SP), Vitória (ES) e o Estado de São Paulo estão planejando e implementando para otimizar a mobilidade urbana e melhorar a vida das pessoas na cidade. Ações em andamento na América Latina também foram destaque compartilhadas a partir das experiências da subsecretária de Mobilidade da Cidade do México, Maria de Los Ángeles Muñoz, e o representante do metrô de Medelín, na Colômbia. E para falar sobre novas tecnologias pelo mundo, estiveram presentes Jeff Moore, Vice Presidente de Desenvolvimento de Novos Negócios da Trapeze, hoje uma das principais empresas do Grupo Canadense Volaris; Ana Reiley, Head da Global UrbanMobility; e Matt Blanks Vice Pres idente Global de Transporte na Mastercard.

Os debates da Arena ANTP envolveram desde políticas para maior incentivo da mobilidade ativa até ações necessárias para a evolução do transporte público estruturante nas cidades: ônibus e trilhos. Dentro disso, o debate envolve questões tecnológicas com serviços que facilitam o dia a dia dos usuários, como as novas formas de pagamento por meio de aplicativos, débito e crédito, e métodos por aproximação dos cartões nas catracas. Um dos lançamentos apresentados na feira foi o serviço de ônibus sob demanda da Metra, a UBus, que serve a região do ABC, em São Paulo.

Também fizeram parte do debate questões como segurança viária e acessibilidade, que são desafios permanentes da sociedade brasileira, e compliance no transporte público, um assunto recente nas discussões. Além de serem tratadas as questões de gênero no mundo da mobilidade urbana.

“A Arena ANTP 2019 foi um absoluto sucesso, este novo jeito de discutir a mobilidade urbana foi amplamente aprovado tanto pelos congressistas como por todos os patrocinadores e expositores”, declara Roberto Sganzerla, curador do Congresso. E completa: “Estamos em momento histórico e de grande transformação na mobilidade urbana. Ao mesmo tempo em que o setor precisa criar políticas priorizando o passageiro, há também os desafios de um transporte mais limpo, rápido e que se beneficia de tecnologias de conectividade e pagamento”.

A discussão também passou pela mobilidade elétrica. O tema “Matriz Energética” reuniu as entidades do setor e destacou as vantagens do HVO (HydrotreatedVegetableOil) ou Diesel Renovável com alternativas. Itamaraty e a Petrobras colocaram em evidência a importância do desenvolvimento de novas soluções para a mobilidade, do ponto de vista da energia limpa, sustentável e renovável.

A ANTP aproveitou para levantar a discussão em volta do crescimento do uso de aplicativos de transporte individual. A associação apresentou um estudo inédito em que avalia três cenários hipotéticos (migração da demanda dos ônibus para apps em taxas de 10%, 20% e 30%) e indica que o aumento dos quilômetros rodados por carros ((de 19% a 57%) provocaria maior emissão de poluentes, elevando a taxa entre 11,9% e 43,2%. Cresceria também a emissão de gases causadores do efeito estufa (CO2), que ficaria entre 21,3% a 77,5%. A taxa de acidentes com vítimas pode subir de 2,8% a 8,4%. E, com o aumento do trânsito, cresceria também o custo operacional das empresas de ônibus: 10,9% a 32,9%.

“As soluções de transporte devem ser pensadas e estimuladas, buscando a qualidade e sua sustentabilidade financeira, visando sempre o benefício coletivo. Desta maneira é possível reduzir o transito, a emissão de poluentes e criar um sistema cada vez mais eficiente e amigável às diferentes camadas da população”, afirma Luiz Carlos Néspoli, superintendente da ANTP.

O último dia do evento foi marcado por diversos debates divididos entre nove auditórios, que aconteceram simultaneamente. O destaque ficou para o painel apresentado por executivos da BR Distribuidora, que apresentaram a nova forma de gestão da empresa que acaba de passar pelo processo de privatização.Marcelo Cruz, diretor de Mercado Corporativo e Lubrificantes da BR Distribuidora, revelou que a empresa está se preparando para começar a produzir gás natural.

Sobre a Arena ANTP 2019 – Congresso Brasileiro de Mobilidade Urbana

A OTM Editora, que publica a Revista Technibus, e a MFontana Promoções resgatam o conceito do Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito, realizado pela ANTP (Associação Nacional dos Transportes Públicos), a cada dois anos, desde 1978. Dessa forma, surge uma parceria inédita, aliando a experiência e tradição na realização de eventos de transportes da OTM, à ANTP, uma das principais entidades promotoras de ideias, com qualidade e excelência técnica em seus estudos e conteúdos publicados para realizar a Arena ANTP 2019 – Congresso Brasileiro de Mobilidade Urbana. O objetivo do evento é promover a discussão dos aspectos que permeiam a mobilidade urbana no Brasil e no mundo, apresentando ações, programas de mobilidade urbana e de políticas públicas, na permanente defesa do transporte com qualidad e, do trânsito seguro, de cidades sustentáveis e com qualidade de vida, abrigando todas as formas de mobilidade nas cidades brasileiras. Ao longo desses 42 anos, a ANTP contou com a colaboração de seus associados – entidades públicas e privadas, da indústria, da operação, da gestão pública, consultorias, área acadêmica e de pessoas físicas – que fazem parte do Conselho Diretor e Fiscal, e auxiliaram na construção e manutenção em todos esses anos