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Conselho do Facebook passa a decidir também sobre remoção de conteúdo

Decisão dará mais poder a usuários, que terão recurso adicional para remover discurso de ódio e desinformação

As decisões do Facebook a respeito dos pedidos de retirada de conteúdos do Facebook e do Instagram não são mais soberanas. Na terça-feira (13/4), a empresa anunciou que os usuários que ficarem insatisfeitos com suas decisões sobre conteúdos que julgarem ofensivos ou inadequados poderão fazer uma petição direta ao conselho de supervisão da empresa, o Facebook Oversight Board (Conselho de Supervisão do Facebook).

Até agora, os usuários duas plataformas podiam apelar ao Conselho apenas sobre o que achavam que deveria ser restaurado, a fim de reverter decisões dos moderadores.

A grande maioria das decisões de moderação – e de retirada de conteúdo – do Facebook são feitas por mecanismos de inteligência artificial. Eles detectam conteúdos ilegais ou que violem a política da rede antes mesmo de o usuário fazer uma denúncia. Os moderadores humanos entram em campo em casos complexos que uma máquina não consegue resolver sozinha.

Mas a rapidez proporcionada pelas máquinas não está imune a erros. O mais recente foi o da cidade francesa Bitche, que ficou um mês fora da rede social porque os algoritmos associaram seu nome à palavra bitch, em inglês, um xingamento contra as mulheres.

A mudança no mecanismo do Conselho pode ser uma boa notícia para os jornalistas atacados na plataforma. Em março passado, o jornal britânico The Guardian teve acesso a um documento confidencial com as regras a serem seguidas pelos moderadores do Facebook.

Entre elas está a de não remover ataques ou até pedidos de morte de pessoas públicas, incluindo jornalistas.

Expansão dos poderes do Conselho – e dos usuários

As postagens revisadas e mantidas online a partir de agora serão elegíveis para apelação ao Oversight Board, desde que infrinjam as regras que proíbem discurso de ódio, ameaças, solicitação sexual, desinformação e violação de direitos autorais, por exemplo. É uma nova esperança para os que esperam ver conteúdo problemático removido.

A opção estará disponível para todos os usuários nas próximas semanas. A empresa informa que esse período é necessário para garantir que não haja problemas técnicos com a nova funcionalidade e afirma ser padrão no processo de lançamento de qualquer recurso.

Como será a apelação

Depois de esgotar o processo de apelação do Facebook, o usuário receberá uma Oversight Board Reference ID e com ela poderá apelar da decisão ao Conselho. Será possível apelar de  decisões sobre postagens e status, bem como fotos, vídeos, comentários e compartilhamentos.

As apelações de vários usuários sobre o mesmo conteúdo serão reunidas em um único caso para apreciação do Conselho.

Nem todos os casos serão analisados pelo Conselho e portanto não há garantia de que uma apelação resultará numa decisão. O órgão tem a prerrogativa de selecionar os casos em que atuará, priorizando aqueles que afetam muitos usuários, são de importância crítica para o discurso público ou levantam questões importantes sobre as políticas do Facebook.

Como funciona o Conselho

O Facebook Oversight Board tem 20 integrantes e passou a operar em outubro de 2020, com a responsabilidade de supervisionar de forma independente as decisões de moderação da empresa.

O board se inspira em algumas regras da Suprema Corte dos Estados Unidos e foi criado pelo CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, como um mecanismo de auto-regulação.

Avesso a desempenhar um papel ativo no policiamento do que é postado, o Zuckerberg espera diminuir as pressões ao se comprometer em honrar qualquer decisão tomada pelo órgão. O mecanismo também tem o objetivo de dissuadir a criação de regulamentações que alguns países têm ameaçado implantar.

O processo de decisão

As apelações selecionadas pelo Conselho são inicialmente analisadas por um painel de cinco membros escolhidos por sorteio. A partir do início dessa análise, o compromisso é que a decisão final seja tomada e eventuais medidas sejam tomadas pelo Facebook num prazo máximo de 90 dias.

Segundo a empresa, o painel se baseia nas políticas do Facebook e nos parâmetros dos direitos humanos internacionais. Além disso, leva em conta as informação do usuário, do Facebook, de especialistas externos e comentários públicos para chegar a uma decisão preliminar.

Todos os vinte membros são então comunicados dessa decisão preliminar e deverão se manifestar sobre ela. A decisão final leva em conta o pronunciamento da maioria e é então publicada no site do Conselho. A partir daí, o Facebook se compromete a implementar a decisão em até sete dias e a se manifestar publicamente sobre ela em até 30 dias.

Poucas decisões até agora

Embora seja um passo significativo para conter a desinformação e garantir uma moderação mais eficiente, o Conselho só publicou sete decisões desde o seu lançamento há seis meses, a maioria revertendo as decisões do Facebook. Em um oitavo caso, absteve-se de publicar uma decisão depois que a postagem foi removida pelo próprio usuário.

Atualmente, o órgão está passando por seu maior teste:  revisar  a decisão do Facebook de banir o então presidente Donald Trump de sua plataforma em janeiro de 2021.

Conselho mudou remoção de postagem de brasileira

Uma das decisões envolveu a postagem de uma usuária no Brasil no Instagram. O objetivo era a conscientização sobre o câncer de mama e mostrava mamilos de mulheres. O sistema automatizado removeu a postagem por violar a política contra o compartilhamento de fotos nuas.

Na decisão, o Conselho manifestou-se contra a remoção, pois a política do Facebook sobre nudez contém uma exceção para “conscientização do câncer de mama”. O conselho acrescentou que a remoção automatizada mostrou uma “falta de supervisão humana adequada, o que levanta questões de direitos humanos”.

Antecipando-se ao julgamento, o Facebook restaurou a postagem depois que o Conselho decidiu analisar o caso.

Em outra decisão, mandou voltar coquetel de drogas

Mas as decisões do Conselho também não escapam à controvérsia. Outro caso analisado foi o de um usuário francês que alegou falsamente que um certo coquetel de drogas poderia curar a Covid-19. Na postagem, ele repreendia o governo francês por se recusar a disponibilizar o tratamento.

O Facebook removeu o conteúdo por violar sua política contra informações incorretas que podem causar danos no mundo real, argumentando que isso poderia levar as pessoas a ignorar as orientações de saúde ou tentar se automedicar.

O Conselho reverteu a medida, alegando que a postagem não representava um dano iminente à vida das pessoas, porque seu objetivo seria o de mudar uma política governamental e não o de defender o uso de remédios sem receita médica.

Bitche ou Bitch?

As mundanças são promissoras, mas o caso da cidade francesa ilustra ao mesmo tempo a dificuldade de corrigir os erros do Facebook e de se recorrer ao Conselho e vale analisá-lo.

Depois de confundir o nome de Bitche com o palavrão em inglês, os algoritmos não tiveram dúvida: retiraram o acesso da prefeitura da cidade à sua página no Facebook. Um caso semelhante já tinha acontecido anteriormente com uma cidade inglesa.

O caso francês aconteceu em meados de março. Na ocasião, várias páginas alusivas à cidade de Bitche também foram suspensas, como o “Golf de Bitche” e “Les medieval européenne de Bitche”. Mas o acesso delas foi reativado em alguns dias.

Para manter contato com seus cidadãos, o município de Bitche se viu obrigado a abrir outra página, batizada de “Mairie 57230”. E passou a travar uma batalha com o Facebook para reaver a página original. Pelas regras, tinha que esperar, porque não podia subir o caso para o Conselho enquanto não recebesse uma decisão da empresa. O gerente de comunicação da Prefeitura, Valérie Degiuy, explicou à Rádio Mélodie:

Tentei por todos os meios contactar o Facebook, pelos vários formulários, mas não tenho mais o que fazer. Tentei em uma mensagem privada na página do Facebook da França, deixei cerca de dez mensagens todos os dias. Fui finalmente contatado para me dizer que devo aguardar a resposta do Facebook .”

Depois de quase um mês e após repercussão nas mídias sociais e na imprensa, com matéria até no Le Figaro, Bitche voltou ao ar nesta terça-feira (13/4). No mesmo dia, o Facebook da França admitiu que seus sistemas de moderação fizeram “uma análise incorreta da situação” .

Por precaução, o Le Figaro informa que o município de Rohrbach-lès-Bitche preferiu renomear-se no Facebook, para evitar ser vítima de nova confusão. Passou a figurar como “Cidade de Rohrbach”.

Acordo leva notícias regionais ao Facebook News no Reino Unido

Usuários vão receber notícias locais ao lado das nacionais

Enquanto o Reino Unido se move rapidamente na direção de regulamentar a atuação das Big Techs, o Facebook intensifica sua aproximação com a indústria de mídia do país. Na terça-feira (13/4), a empresa anunciou a criação de uma seção de notícias regionais para valorizar o jornalismo local em seu Facebook News, por meio do qual a empresa paga os editores pelo conteúdo mostrado em um feed especial na plataforma.

A partir de agora, notícias regionais passam a aparecer lado a lado com as nacionais. Os valores do acordo com os editores participantes não foram relevados.

A novidade confirma que a relutância histórica das plataformas digitais em pagar por conteúdo jornalístico está virando cada vez mais coisa do passado. E sugere ser  uma questão de tempo (e do tamanho das pressões exercidas pelo governo ou pela sociedade, como tem acontecido no Reino Unido) a expansão para outros países.

O Brasil chegou a ser mencionado pela empresa em agosto de 2020 como um dos mercados que receberia o Facebook News, depois do lançamento piloto nos Estados Unidos em 2019. Mas até agora ele só avançou na Austrália, onde entrou em vigor em fevereiro a primeira regulamentação nacional de pagamento por conteúdo jornalístico adotada em todo o mundo.

No mesmo dia em que o acordo do Facebook com mídias regionais foi anunciado, dois diretores da poderosa CMA (Consumers Market Authority), agência reguladora de concorrência britânica, deram um depoimento para o Comitê Digital e de Comunicações da Câmara dos Lordes, voltando a defender um código de conduta no estilo da Austrália para garantir que haja “termos justos e razoáveis” entre plataformas e provedores de conteúdo.

O depoimento foi parte do processo de aprovação do projeto de lei apresentado pelo governo em novembro de 2020.  O secretário nacional de mídia e assuntos digitais, Oliver Dowden, tem se manifestado regularmente sobre a nova lei. E exercido pressões sobre o Facebook, cujo chefe global de comunicação, Nick Clegg, é um ex-parlamentar britânico.

Como vai funcionar o Facebook news Local

A nova seção do Facebook News agrupará o conteúdo da mídia regional por geografia, permitindo que os usuários no Reino Unido vejam rapidamente o que está acontecendo em sua cidade ou simplesmente adicionando esse local ao feed. Os usuários também receberão uma amostra diária de conteúdo relacionado às configurações de localização no perfil do Facebook.

Com a inclusão das notícias locais no Facebook News, os usuários não precisam mais se conectar manualmente a sites das localidades onde vivem ou de cidades que tenham interesse em acompanhar, facilitando o acesso às notícias.

No comunicado oficial, a diretora de parcerias de notícias do Facebook para a Europa ocidental, Sarah Brown, disse que o lançamento é “parte do compromisso contínuo de ajudar as empresas de notícias a construir modelos de negócios sustentáveis”.

“Hoje estamos fazendo mais um investimento no ecossistema de notícias no Reino Unido com a adição de uma nova seção de notícias locais no Facebook News para ajudar centenas de editores a direcionar públicos adicionais para seus sites e conectar as pessoas às notícias que mais importam para elas.

Esse novo recurso, lançado nos Estados Unidos no ano passado, também tornará mais fácil para as pessoas encontrarem uma combinação maior de reportagens locais e nacionais nas quais estão interessadas.”

Brown fez um afago ao jornalismo regional, tão combalido pela combinação do poder das plataformas sobre a propaganda com os efeitos da pandemia:

“Conectar as pessoas às notícias locais nunca foi tão importante e muitas pessoas passaram a confiar nos meios de comunicação locais para obter as informações mais recentes sobre a pandemia.

Com esse novo recurso no Facebook News, queremos direcionar o tráfego para sites locais, ajudando os editores a alcançar novos públicos. Os usuários do Facebook agora podem ver as notícias locais ao lado das matérias mais importantes do dia.”

A empresa também anunciou a extensão do projeto Notícias da Comunidade por mais um ano. Trata-se de um fundo de treinamento anual de £ 2,25 milhões, em parceria com o Conselho Nacional para o Treinamento de Jornalistas (NCTJ). O objetivo é capacitar repórteres em 80 redações locais em todo o Reino Unido. Os salários dos profissionais e seu treinamento são pagos pelo Facebook, o que acaba reforçando a equipe das redações, geralmente enxutas e sem muitos recursos.

Facebook News no Reino Unido

O Facebook News foi anunciado no Reino Unido em novembro de 2020 e lançado em janeiro. O país foi o primeiro a contar com o serviço depois dos Estados Unidos.

Em fevereiro ele chegou também à Austrália, no contexto da aprovação da nova lei de mídia regulamentando o pagamento por conteúdo veiculado nas plataformas de mídia digital.

O acordo como os editores australianos foi firmado depois de uma negociação com o governo, interpretada por muitos como uma flexibilização da nova lei favorável às Big Techs. Na semana anterior, o Facebook havia suspendido os links de notícias em sua plataforma, causando revolta local e global.

No Reino Unido, o Facebook News contemplou inicialmente algumas das principais organizações jornalísticas como The Guardian, Reach (Daily Mirror), Daily Star, Archant (que publica jornais regionais importantes), The Economist, Conde Nast, ESI Media (Evening Standard), JPI Media (Scotsman), Illife (editora de jornais regionais) e Hearst (editora de revistas como Country Living e Women’s Health).

Entre os grandes editores, ficaram de fora o grupo News Corp, conglomerado do magnata da mídia Rupert Murdoch, que publica o The Times e o The Sun, e o DGMT, dono do Daily Mail. Murdoch chegou a fechar em março um acordo separado com o Facebook na Austrália, considerado “histórico“, mas os títulos em outros países não foram contemplados.

No anúncio de janeiro, o Facebook não comentou quanto iria investir no programa, mas o The Guardian disse na época que “alguns editores esperam ganhar milhões de libras por ano com os acordos de longo prazo assinados com a rede social“. O jornal afirmou que fontes da indústria estimam que a conta anual total do Facebook deve chegar a dezenas de milhões somente no Reino Unido.

Na época, o próprio The Guardian, um dos participantes, considerou que os acordos eram uma iniciativa estratégica da empresa com o objetivo de desencorajar uma regulamentação internacional mais ampla do mercado de mídia, mostrando que está preparada para apoiar as editoras locais sem intervenção do governo.

Segundo o Facebook, a inclusão na sessão de notícias gera mais de 95% de tráfego de novos leitores.

O Google também vem fechando acordos para pagamento por conteúdo em vários países, incluindo o Brasil, por meio de seu Google News Showcase.  Na Austrália, a empresa foi a primeira a selar a paz com o governo e assinou contratos com organizações de mídia antes da aprovação da lei de pagamento por conteúdo. A Itália foi o nono país em que a plataforma fechou com editores locais, em março de 2020.

Twitter, a rede mais valiosa para os jornalistas

Uma pesquisa global que ouviu quase 3 mil jornalistas em todo o mundo revelou que o Twitter é a rede mais usada pelos jornalistas e a que consideram mais valiosa para o seu trabalho. Além disso, é a rede que mais usam para se informar, perdendo apenas para os jornais e revistas online.

E na hora de responder qual das plataformas os jornalistas pretendem usar mais? Não deu outra: o Twitter apareceu na frente de novo.

A pesquisa, chamada State of Journalism 2021, é realizada anualmente pela plataforma digital Muck Rack, que conecta jornalistas e profissionais de comunicação corporativa de empresas e agências.

Ela foi realizada entre os dias 11 de janeiro e 8 de fevereiro com 2.482 jornalistas de todo o mundo, incluindo empregados na profissão  full-time (63%), freelances (20%), jornalistas part-time que complementam a renda com outro emprego (15%) e aposentados/desempregados (2%). A maioria está baseada nos Estados Unidos (68%).

Apesar de a quinta parte dos respondentes ter tido que passou a trabalhar menos por terem sido envolvidos em dispensas provocadas pela pandemia, a maioria inicia o ano otimista com a profissão.

Confira as conclusões.

Quase metade teve sua carga de trabalho afetada

De um lado, a redução das equipes provocada pela pandemia fez com que os que permaneceram suportassem uma carga de trabalho maior. Do outro, os que saíram tiveram dificuldade de se reposicionar e passaram a trabalhar menos.

Mais de cinco matérias por semana

Mais da metade dos jornalistas entrevistados publica pelo menos cinco matérias por semana. Dois em cada dez produzem mais de 10 por semana.

Otimismo, apesar dos pesares

Dificuldades à parte, 58% dos jornalistas se mantêm otimistas em relação à profissão. O patamar é o mesmo de 2020 e maior do que nos anos anteriores.

Twitter, a rede social mais valiosa

No mundo das redes sociais, nada é mais valioso para o trabalho dos jornalistas do que o Twitter. E com grande folga: o dobro das menções do segundo colocado, o Facebook.

Jornais e revistas online, a principal fonte de informação

Quase seis em cada 10 dos respondentes se informam pelos jornais e revistas online. E qual a segunda fonte de notícias? O Twitter! E com mais que o dobro da preferência das TVs ou dos jornais impressos.

Twitter, a rede mais usada pelos jornalistas

Mais de nove em cada dez jornalistas usam o Twitter. O Facebook ainda aparece em segundo, mas logo vai perder essa posição, pois é a rede com maior percentual de jornalistas querendo usar menos. Depois aparecem Linkedin, Youtube e Instagram. A maioria dos jornalistas consultados não usa Reddit ou TikTok.

O Twitter deve ampliar ainda mais sua vantagem, pois é a rede cujo maior percentual de jornalistas quer passar a usar mais. Num segundo patamar devem se consolidar Linkedin, Instagram e Youtube, que são as outras redes com maior percentual de jornalistas querendo usar mais.

 

Maioria acompanha compartilhamento de suas notícias nas redes

Seis em cada dez dos jornalistas consultados já têm essa prática.

Notícias sobre trending topics têm maior potencial de compartilhamento

Uma boa imagem ou um bom gráfico também foram muito citados como fortes geradores de compartilhamentos,  à frente até de uma notícia exclusiva ou com dados surpreendentes.

Pandemia tomou conta da pauta

Mais de nove em cada dez jornalistas disseram que as matérias que produziram foram de alguma forma influenciadas pela pandemia. Somente 6% dos entrevistados disseram que as pautas que levaram adiante não foram afetadas pelo vírus.

Especialistas foram as fontes mais confiáveis

A pandemia consolidou os especialistas acadêmicos como as fontes mais confiáveis para os jornalistas, seguidos pelos CEOs das empresas. No lado oposto, contando com a desconfiança de nove entre dez jornalistas, ficaram os blogueiros, celebridades, influencers e especialistas que se auto promovem.

Perfil da amostra

A maior parte dos entrevistados (37%)  trabalha há mais de 20 anos como jornalistas, 23% entre 10-20 anos, 19% entre 6-10 anos e 16% de 3-5 anos e 5% têm 2 anos ou menos de profissão.

O grupo mais representativo (34%) é o de mais de 50 anos, 18% estão na faixa de 41-50 anos, 27% na de 31-40 anos e 21% na de 21-30 anos.

A maior parte da amostra (42%) trabalha em veículos online, 34% na mídia impressa, 10% na TV, 8% no rádio, 2% em boletim informativo e 1% em podcast. Uma parcela de 3% dos entrevistados disse que era muito difícil definir seu principal veículo de trabalho.

A média dos jornalistas cobre 3 ou mais editorias. 47% cobrem política, negócios ou jurídico; 33% cobrem notícias regionais ou locais; 32% negócios e finanças; 25% saúde, bem-estar e fitness; 20% tecnologia e telecomunicações; 19% esportes; 17% alimentos e gastronomia; 16% turismo e 8% moda e beleza.

Profissões do futuro: Robert Half aponta 18 carreiras para você ficar de olho

A consultoria elenca as carreiras que já são tendência para as áreas de Tecnologia, Mercado Financeiro, Seguros, Engenharia, Vendas e Marketing, Recursos Humanos e Jurídico

São Paulo, abril de 2021 – O mercado de trabalho vem se transformando a passos largos já faz alguns anos e com a chegada da pandemia, esse processo de transformação foi potencializado ao máximo. A Robert Half elenca em seu Guia Salarial 2021, as principais carreiras que já são tendência para o futuro do mercado de trabalho nas áreas de Tecnologia, Mercado Financeiro, Seguros, Engenharia, Vendas e Marketing, Recursos Humanos e Jurídico.

As incertezas em relação à velocidade da vacinação em massa e o fim da pandemia, associadas à evolução do trabalho remoto e a forte tendência de adoção do modelo híbrido, impulsionaram a aceleração dos processos de transformação digital nas empresas e a manutenção das iniciativas de inovação, com a digitalização dos processos e metodologias. Como consequência, algumas profissões ganharam relevância no último ano e seguem gerando expectativas positivas em relação ao presente e futuro do mercado.

O Guia Salarial 2021 da Robert Half elenca 18 profissões do futuro do trabalho:

Tecnologia:

– arquiteto(a)s de segurança
– detetives de dados
– engenheiro(a)s de inteligência artificial
– especialistas em transformação digital

Mercado Financeiro:

– DPO (Data Protection Officer)
– analista de compliance LGPD

Seguros:

– Chief digital officer
– analista/especialista de produtos digitais

Engenharia:

– piloto(a) de drone
– engenheiro(a) de georreferenciamento
– engenheiro(a) de dados
– engenheiro(a) de inovação

Vendas e Marketing:

– BI (Business Intelligence)/CRM
– marketing digital

Recursos Humanos:

– People Analytics
– especialista em transformação cultural/digital

Jurídico:

DPO
– especialista de dados jurídicos (BI)

“A velocidade de transformação do mercado de trabalho é muito superior ao ritmo das principais instituições acadêmicas. Ou seja, as profissões que despontam como tendência para o futuro surgem no dia a dia das empresas e grande parte das graduações não conseguem acompanhar as mudanças, abrindo espaço para cursos especializados”, comenta Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half para a América do Sul. “Um mindset de aprendizagem contínua é essencial ao profissional que quiser um espaço de destaque no mercado pós-pandemia”, completa o executivo.

De acordo com a última edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), a taxa de desemprego dos profissionais qualificados, pessoas com 25 anos de idade ou mais e com formação superior, ficou em 6,38% no último trimestre de 2020, bem abaixo dos 13,9% do desemprego geral. Outro estudo indica que 57% dos trabalhadores brasileiros pretendem buscar um novo trabalho em 2021. Deste modo, tanto para profissionais que estão buscando espaço no concorrido mercado de trabalho quanto para profissionais que estão com interesse em mudar de carreira, algumas profissões tendem a ser mais estratégicas na busca por recolocação.

Guia Salarial 2021 da Robert Half

O Guia Salarial da Robert Half é uma das mais respeitadas fontes de informação sobre remuneração e tendências de recrutamento para auxiliar empresas e profissionais a tomarem as melhores decisões. Traz a tabela salarial de centenas de cargos em diversas áreas, apresenta profissões e habilidades mais demandadas em todas as divisões de atuação da consultoria, com dados que refletem a realidade de vagas trabalhadas na Robert Half e informações das salas de entrevista.

Sobre a Robert Half

É a primeira e maior empresa de recrutamento especializado no mundo. Fundada em 1948, a empresa opera no Brasil selecionando profissionais temporários e permanentes nas áreas de finanças, contabilidade, mercado financeiro, seguros, engenharia, tecnologia, jurídico, recursos humanos, marketing e vendas e cargos de alta gestão.

Ao todo são mais de 300 escritórios na América do Norte, Europa, Ásia, América do Sul e Oceania. Em 2021, a Robert Half foi novamente considerada pela Fortune uma das empresas mais admiradas do mundo. A Robert Half integra também o Índice de Igualdade de Gênero da Bloomberg, graças ao seu compromisso em promover a igualdade e proporcionar uma cultura que apoia a diversidade.

Demanda por empregos na área de marketing digital deve seguir em alta em 2021, segundo o LinkedIn

Produção de conteúdo e serviços criativos também aparecem no levantamento que traz profissões, habilidades e panorama geral do mercado

 

Com o aumento do consumo de conteúdo online como uma forte tendência dos últimos anos, os cargos voltados para o ambiente digital também ganham um espaço cada vez maior no mercado de trabalho. Um levantamento realizado pelo LinkedIn, a maior rede social profissional do mundo, mostra que, entre os 15 empregos que mais cresceram entre abril e outubro de 2019 em comparação com o mesmo período de 2020, três estão relacionados ao setor de conteúdo e marketing digital.

Com os orçamentos de marketing reduzidos por conta da pandemia, houve um aumento na demanda por cargos focados em alternativas inovadoras às ferramentas de marketing tradicionais, como especialista em desenvolvimento e produtor(a) de conteúdo. Profissionais como assistentes administrativos e jornalistas aproveitaram a oportunidade para fazer uma transição de carreira para as funções de gerente de marketing e mídia social, por exemplo. Esta categoria atraiu os mais jovens, com idade média de 24 anos, sendo 60% do total das contratações ocupadas por mulheres.

Vale destacar que o setor de criatividade continua como um gerador de crescimento econômico e de expressão cultural, representando até 2,6% do PIB do País (dados da Firjan, 2017). Por conta do cenário de pandemia, as empresas passaram a contar com profissionais autônomos, que vão de escritores à designers, para trabalhar com base em projetos. A demanda de ilustradores, por exemplo, apresentou um aumento de 67% no número de contratações entre 2019 e 2020.

O envolvimento dos brasileiros com a indústria do audiovisual e com as mídias sociais também disparou durante este período, o que permitiu maior visibilidade para Youtubers e podcasters. As empresas passaram a revisar suas comunicações e a contratar coordenadores de conteúdo e editores de vídeo para construir uma presença online mais forte. Esta categoria teve um aumento de 74% em 2020. Assim como os profissionais de marketing, redatores e editores que passaram a assumir outras funções no ambiente digital, como coordenadores de conteúdo, por exemplo.

Confira os empregos que deverão seguir impulsionando o mercado de trabalho nestas áreas em 2021, segundo o LinkedIn:

 

  •     Profissionais autônomos de conteúdo digital 

Principais competências: experiência em podcasts, YouTube, marketing digital e edição de vídeos

Cargos comuns: podcaster, YouTuber, coordenador(a) de conteúdo e editor(a) de vídeo

 

  •         Especialistas em marketing digital

Principais competências: marketing de influência, marketing digital, growth hacking, experiência de usuário (UX), mídias sociais, Search Engine Optimization (SEO)

Cargos comuns: gerente de mídias sociais, especialista em estratégias de posicionamento, consultor(a) de marketing digital, produtor(a) de conteúdo e redator(a) para experiência do usuário

 

  •          Serviços criativos  

Principais competências: ilustração, arte, ZBrush, jornalismo, design gráfico, modelagem 3D, redação, Adobe Illustrator

Cargos comuns: ilustrador(a), artista 3D, redator(a), figurinista e designer gráfico

 

A lista completa com os 15 empregos em alta pode ser acessada aqui. Além de conteúdo, marketing digital e serviços criativos, destaque para as áreas de saúde, tecnologia, e-commerce e vendas.

Metodologia 

Os empregos em evidência são definidos como as categorias de carreira que tiveram as maiores taxas de crescimento anual em contratações, considerando o período de abril de 2020 a outubro de 2020. A equipe de Ciência de Dados do LinkedIn analisaram mais de 15.000 cargos para descobrir os cargos que mais cresceram em comparação com os níveis de 2019, esses títulos foram agrupados em tendências de carreira abrangentes que capturam até 25 cargos em cada categoria. As tendências de carreira são classificadas usando uma combinação da taxa de crescimento ano a ano combinada com o tamanho bruto da demanda de empregos.

 

Sobre o LinkedIn

O LinkedIn é a maior rede social profissional do mundo. Estamos presentes em mais de 200 países e contamos com mais de 740 milhões de usuários, sendo deles 47 milhões de brasileiros. Ajudamos a conectar os profissionais do mundo a oportunidades de emprego e a transformar a forma com que as empresas contratam, divulgam suas marcas e vendem. Nossa visão é criar oportunidades econômicas para todos os usuários do mercado de trabalho.

Primeiro ônibus elétrico articulado? Existe e é made in Brazil

Veículo, fabricado pela BYD e Marcopolo, será produzido em série após homologação

Depois das bikes e carros elétricos, estão chegando os ônibus articulados movidos a eletricidade. O primeiro do tipo teve seu encarroçamento finalizado pela BYD e Marcopolo, com chassi D11B, de piso baixo. Este veículo está em fase de reconhecimento oficial. A BYD foi a responsável também por elaborar outro veículo, com chassi BYD D11A, de piso alto. Ambos cumprem o papel de alternativas sustentáveis para o segmento. As empresas informam que os ônibus vão possuir diversas tecnologias, como sistemas de biossegurança. O funcionamento é feito por meio de quatro motores ligados aos eixos, com potência de até 201 CV cada – potência nominal de 148cv em cada motor. Além disso, o chassi tem regulagem de altura e de coluna de direção, ajoelhamento bilateral, tacógrafo digital, suspensão pneumática integral, sistema antichamas e rodas de alumínio. O tempo aproximado para a sua recarga é de 3 horas (de nenhuma carga até a carga total). O chassi BYD D11B tem algumas particularidades, segundo o fabricante: 22 metros de comprimento, funcionamento a partir de baterias de fosfato ferro lítio (LifePO4) e autonomia de até 250 quilômetros (bateria completa). O veículo suporta 168 passageiros, contendo espaços destinados aos cadeirantes, mas essa capacidade pode variar conforme a função da carroceria. Esses modelos de ônibus já foram divulgados para a equipe da BYD na fábrica da Marcopolo, localizada em Caxias do Sul (RS). A produção em série dos automóveis começará após o fim do processo de homologação. As primeiras 12 unidades foram compradas pela Prefeitura de São José dos Campos (SP), que tem a proposta do primeiro corredor expresso, com ônibus 100% elétrico. A Marcopolo diz que frota de ônibus elétricos e híbridos vai chegar a 770 até 2022 com carrocerias da marca – sendo 370 veículos elétricos e híbridos já em circulação e mais 400 previstos para serem inseridos em sistemas latino americanos. Argentina, Austrália e Índia já possuem ônibus elétricos ou híbridos com carroceria Marcopolo. No Brasil, são 75 veículos. Fonte: Movenews

Mercado de e-bikes cresce apesar de tributação pesada

No segundo semestre de 2020, uma pesquisa realizada pelo Aliança Bike, em parceria com o Labmob/UFRJ e apoio do Itaú mostrou que em 2019 mais de 25 mil bicicletas elétricas foram comercializadas no país. Este estudo prtendia compreender o mercado nacional da categoria. Os números são animadores e mostram que a modalidade é uma alternativa para outros meios de transporte como o automóvel. Mais de 50% dos usuários das e-bikes trocaram o carro pela bicicleta eletrificada.

Infelizmente, o IPI – de 35% – é alto e um obstéculo para este mercado: um dos maiores tributos do país. A pesquisa mostrou que preços mais acessíveis alavancariam as vendas.

E mesmo assim, no ano passado, o mercado continuou crescendo de forma consistente: no primeiro semestre, o crescimento foi de quase 30% ao mês em comparação ao ano anterior. Entre as importações e as montagens em solo nacional, somente no primeiro semestre, foram mais de 15 mil novas unidades circulando pelas ruas.

E você, trocaria seu carro por uma bike elétrica?

 

Fonte: Movenews

Preços de motos são impactados com o aumento do ICMS

Reajuste do imposto em São Paulo causou atritos com revendedores e encarece motos no estado

O governo do estado de São Paulo anunciou, no início do ano, um aumento da alíquota do ICMS, (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que é pago por revendedores de veículos durante a comercialização de carros e motos. A taxa saiu de 12% para 13,3% no caso de veículos 0km e subirá novamente, a partir de abril e chegará a 14,5%. E, como não poderia deixar de ser, este aumento influenciará nos preços de novas motocicletas vendidas em São Paulo. As alterações de tributo entraram em vigor no dia 15 de janeiro. A Honda afirmou, em nota, que os preços, para os paulistas será 1,3% superior do restante do país. Por exemplo, o novo Honda ADV, com preço reajustado em São Paulo, passou de R$ 17.490 para R$ 17.790.

Fonte: Movenews

Atacado distribuidor acumula crescimento de 4,43% até outubro

Estudo ABAD/FIA mostra crescimento do setor positivo em todas as comparações pelo segundo mês consecutivo, ainda impulsionado pelo bom desempenho do varejo independente

De acordo com pesquisa realizada pela ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores), em parceria com a FIA (Fundação Instituto de Administração), o setor atacadista distribuidor acumulou até outubro crescimento nominal de +4,43%. Em relação a outubro de 2019, o avanço foi de +6,78%. Já em comparação ao mês de setembro, a alta atingiu +4,07%. A pesquisa é realizada com um grupo representativo de empresas do setor, que fornecem mensalmente seus dados para estudo.

Os dados deflacionados também são positivos e apontam em outubro avanço de +3,18% na comparação com o mês de setembro e de +2,76% na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano até outubro, o dado deflacionado é de +1,40%.

Emerson Destro, presidente da ABAD, destaca que o setor tem conseguido apresentar um resultado consistente de crescimento acima de 3% no acumulado do ano desde agosto, e ressalta que o segundo semestre tem dado indícios, até o momento, de que o crescimento de ´pode chegar até +4%, confirmando o bom momento do setor, impulsionado principalmente pelo desempenho do pequeno e médio varejo que ganhou a preferência do consumidor desde o início da pandemia.

Destro ressalva, contudo, que ainda há muito trabalho pela frente. “Estamos ainda em um momento delicado da economia. Se, por um lado, vemos uma tendência de crescimento se consolidar, tendo ainda a expectativa positiva do tradicional aumento de vendas para o fim do ano, por outro, precisamos levar em conta o fim do auxílio emergencial e o alto desemprego, ambos com impacto significativo na renda das famílias. Isso significa que os esforços extras do setor, no sentido de buscar eficiência nas operações e suporte adequado ao pequeno varejo, devem permanecer.”

O presidente da ABAD também voltou a destacar o papel do varejo de vizinhança e da boa parceria com a indústria no desempenho do setor. “Entendemos que o hábito de comprar em estabelecimentos próximos de casa deve permanecer, o que favorece o pequeno varejo de bairro, principal cliente do nosso setor. Da mesma forma, o diálogo estabelecido com a indústria já há alguns anos foi bastante aprofundado nesses meses de pandemia, estreitando ainda mais a nossa parceria, em benefício do varejo independente e do consumidor.”

 

Tabela

Faturamento – Período de análise:

Outubro – 2020

Nominal Real
MÊS X MÊS ANTERIOR +4,07% +3,18%
MÊS X MESMO MÊS DO ANO ANTERIOR +6,78% +2,76%
ACUMULADO NO ANO* +4,43% +1,40%

*em relação ao mesmo período do ano anterior

Fonte: Banco de Dados ABAD/FIA

 

Sobre a ABAD

A ABAD representa nacionalmente um setor que faturou mais de R$ 273,5 bilhões em 2019. Atendendo diariamente mais de um milhão de pontos de venda em todos os 5.570 municípios brasileiros, os atacadistas e distribuidores cumprem importante papel social, pois, além de dar capilaridade à distribuição de produtos industrializados essenciais por todo o território nacional, são responsáveis por movimentar as economias locais, gerando mais de 450 mil empregos diretos e 5 milhões de empregos indiretos nos estabelecimentos varejistas do país.

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