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Dia da Mobilidade Elétrica: montadoras apoiam benefícios de híbridos e elétricos

Para refletir como a mobilidade elétrica poderá impactar o seu negócio
Dia da Mobilidade Elétrica defende benefícios dos híbridos e elétricos com apoio de grandes montadoras

  • Evento, que contará com carreta e entrega do primeiro eletroposto público da cidade de São Paulo, terá presença de grandes montadoras em prol da evolução do debate
  • Carreata terá modelos como o Tesla Model S, Toyota Prius, Lexus CT 200h, Porsche Cayenne híbrido, entre outros

A Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) reúne, no dia 27 de maio, autoridades, montadoras e o público para chamar a atenção para os benefícios ambientais, sociais e econômicos de um modal muito debatido atualmente: os veículos híbridos e elétricos. Trata-se do Dia da Mobilidade Elétrica, uma carreata que levará as bandeiras verdes e sustentáveis ao trânsito da capital paulista. Como empresas apoiadoras estão gigantes como Toyota, Mercedes-Benz, Tesla, Lexus, Porsche, Renault, Volvo, BYD, entre outros, que levarão para as ruas seus principais modelos e novidades.

O trajeto estipulado cobre as praças Amadeu Amaral (R. Treze de Maio) e Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, onde será entregue o primeiro posto elétrico público de abastecimento de veículos de São Paulo (SP), doado pela BYD do Brasil. De acordo com Ricardo Guggisberg, presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), responsável pela organização do evento, o objetivo é sensibilizar a população, o poder público e a iniciativa privada a respeito do debate. “Todos são muito bem-vindos ao Dia da Mobilidade Elétrica. As pessoas que quiserem participar podem ir com bicicletas, skates, scooters, motos, carros, desde que sejam elétricos ou híbridos. O convite está aberto também para quem não possui ve&i acute;culos do tipo e quer cumprir o percurso conosco em um dos ônibus que disponibilizaremos de forma gratuita”.

De acordo com o executivo, estes tipos de transporte são importantíssimos na questão da sustentabilidade, já que não usam combustíveis fósseis e, assim, apresentam baixa emissão de poluentes. Também são silenciosos, o que contribui para a qualidade de vida em geral, e econômicos. “Um estudo da CPFL Energia mostra que o valor do quilômetro rodado com um carro a combustão, considerando o uso do etanol, é de aproximadamente R$0,19. No movido à eletricidade, este valor é R$0,05, quatro vezes menor”, explica.

Histórico

Na edição de 2016, a entidade firmou uma parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (IPT/USP), o que possibilitou a medição de gases de efeito estufa entre os veículos limpos ao longo do trajeto. O mesmo teste foi realizado na semana seguinte, em meio ao tráfego convencional da Avenida Paulista. O resultado da comparação entre as duas situações mostrou uma redução de cerca de 50% na concentração de poluentes atmosféricos no percurso do evento. A expectativa para 2017 é superar as marcas atingidas no evento do ano passado, que reuniu 80 veículos, 16 montadoras e cerca de 200 participantes. “Nossa missão é levantar uma série de pautas que envolvem a capacidade de desenvolvimento tecnológico, a melhoria da infraestrutura no País, e o apoio à licitações voltadas a melhoria do transporte público, sempre destacando os inúmeros benefícios que uma frota híbrida e elétrica proporciona à população e às cidades”, aponta Guggisberg.

Principais novidades

Nessa edição, grandes montadoras apresentarão ao público os seus principais veículos e novidades. Entre elas, a Elektra Motors, que apresentará um Tesla no evento, grande conhecida do mercado por sua expertise em veículos elétricos no Brasil, leva ao trajeto a Tesla Model S, modelo bivolt que tem autonomia para rodar até 440km e que possui uma aceleração de 4,3 segundo (de 0 a 100km/h) e tração nas quatro rodas. Além disso, o veículo, que será exposto em evento público pela segunda vez no Brasil – a primeira foi no Salão do Automóvel – conta com a função piloto automático, que ajuda o carro a permanecer na pista, mudança de faixa, se adapta ao tráfego reduz e acelera, e encontra vagas de estacionamento sozinho.

A Toyota desfila com o Prius, primeiro veículo híbrido a ser produzido em escala no mundo, em 1997. O modelo, que detém o título de híbrido mais vendido globalmente, já atingiu a marca de seis milhões de unidades comercializadas em mais de 150 países. No Brasil, o Prius iniciou suas vendas em janeiro de 2013 e obteve, desde então, 1.600 unidades emplacadas. Outra atração ligada ao advento da tecnologia híbrida presente no evento será o Lexus CT 200h, o primeiro hatchback híbrido de luxo do mundo, produzido pela Lexus, marca de luxo da Toyota. O hatch premium iniciou suas vendas em meados de 2012 no Brasil e, até aqui, chegou à marca de quase 200 veículos comercializados. A Toyota tem posicionado as tecnologias híbridas também como peça fundamental para o século XXI, pois englobam todos os componentes tecnológicos necessários para o desenvolvimento de carros ecologicamente amigáveis.

Já a Eletra apresenta em primeira mão o Dual Bus, ônibus elétrico de conceito inédito, que entra em testes em linha normal no Corredor ABD de São Paulo, na semana de realização da carreata. Desenvolvido pioneiramente no Brasil pela Eletra, sua grande novidade tecnológica está no sistema padronizado de tração, que pode ser alimentado por várias fontes de energia. A Volvo também desfila novidades e exibe seu XC90 T8, um SUV de luxo que chega ao Brasil apontando o futuro dos veículos da marca, que conta com versões totalmente elétrica, híbrida, com autonomia de até 35km. Já no segmento de pesados, a marca exibe o seu ônibus híbrido, cuja grande vantagem é que ele não precisa de carga externa: a bateria do motor elétrico é carregada com a energia gerada durante as frenagens. Além disso, o modelo conta com produção em escala na fábrica da empresa instalada no Brasil.

A Mercedes-Benz também marca presença com o seu smart fortwo electric drive, veículo compacto, totalmente elétrico, e com velocidade máxima estimada em 125 km/h, acompanhada da Renault, que traz o utilitário Kangoo, e os compactos Zoe e Twizy. Da marca Porsche, o evento conta com o Porsche Cayenne S E Hybrid, que chegou ao Brasil ao final de 2016, durante a última edição do Salão do Automóvel e ganhou o selo CONPET, pelo Inmetro, por ser o veículo mais eficiente em sua categoria.Além desses veículos, os participantes poderão ver de perto uma grande variedade de bicicletas e skates elétricos, carros de logística, ônibus e veículos de duas rodas, como bicicletas e motos.

Desafios no Brasil

Embora possua vantagens evidentes, os veículos elétricos ainda enfrentam alguns desafios para se consolidarem no Brasil. Segundo Guggisberg, o principal deles é a falta de uma política pública com incentivos específicos, como redução de impostos, o que pode baratear o custo do veículo com essa tecnologia, e assim, democratizar o seu acesso, liberação do uso da faixa exclusiva de ônibus, isenção do rodízio, bolsões exclusivos de estacionamento, acesso a algumas áreas da cidade restritas a veículos sustentáveis, entre outras. “Outras barreiras são a criação de uma malha de infraestrutura de recarga, a falta de regulação da cobrança da energia e procedimentos claros para a instalação de eletro postos”, ressalta.

Apesar disso, o número de emplacamentos vem subindo e as perspectivas são de mais crescimento, tanto de mercado quanto em desenvolvimento tecnológico. Em 2016, foram 1.091 licenciamentos, ultrapassando as vendas de todo o exercício anterior, que atingiu 864 unidades. Para o executivo, os números são bastante favoráveis, porém estão aquém do potencial do País, que tem a necessidade de migrar para uma plataforma de transportes limpas e, assim, cumprir suas metas de redução de gases de efeito estufa.

“Temos acompanhado aqui no Brasil uma movimentação muito grande das universidades e dos institutos de pesquisa, no sentido de preparar os alunos de engenharia para atuarem neste novo mercado, com projetos que têm se destacado no cenário internacional. A proposta do Dia da Mobilidade Elétrica é fortalecer essas mensagens positivas e encorajar esse movimento de grande importância”.

Serviço

Dia da Mobilidade Elétrica

Quando: 27 de maio

Horário: Concentração às 9h30 – trajeto entre 10h e 13h

Trajeto: Praça Amadeu Amaral (Rua Treze de Maio) à Praça Charles Miller (Pacaembu)

Informações: http://www.diadamobilidadeeletrica.com.br

Personas caninas e felinas – por Carla Nórcia

Nunca ouviu falar ?Trabalhei anos em corporações, empresas de diferentes portes, trabalhei nas que não eram corporações também, uma tinha 9m².

Em todas, independente do cargo, do momento político e econômico da empresa, nunca, ninguém precisou me dizer porque eu estava lá, porque estavam apostando e confiando as fichas em mim, eu simplesmente fazia. Mas não simplesmente fazia assim, de qualquer jeito, sempre me dediquei, perguntei, escapei da dúvida indo atrás do certo e não da certeza. Tinha horror de não ter resposta, de enrolar, de provocar perdas.

Procurei caprichar, eu realmente acreditava que estava caprichando…e estava. Eu tinha vergonha de errar, de fazer de qualquer jeito, de dizer “pronto”, antes de acabar, de entregar pela metade, ou de não entregar. Não porque era obssecada mas, pelo gosto. Por mim. Pelo sabor de comemorar no final (Nem luxo, nem lixo).

Em todas deixei meu registro, talvez até de antipática e arrogante (e pouco me importa), enquanto eu estava fazendo a experiência era única, eu não sabia se aquilo ía se repetir e me dedicava. Um dia, mais tarde, um amigo disse “você é da geração canina”.

– Como assim ?

– A geração que se dedica, que faz acontecer, que acredita no propósito, na causa e faz com amor.

– Bom, perguntei, se sou canina, deve ter outro tipo de geração ?

– Sim, a felina!

– Felina, que engraçado. Mas, o que significa? De novo perguntei.

– Aaa essa é a geração que se prende à casa, não se prende ao dono, enquanto houver cama, comida, um canto para repousar, carinhos para receber e uma pseudo-proteção, ele fica, quando isso não existir mais, ele vai embora, encontrar outro abrigo, outro tipo de conforto e nova pseudo-proteção”. E ele continuou, “…o cachorro segue o dono, o gato fica na casa, se trocarem os donos ele vai ficar do mesmo jeito, é outro tipo de interesse. Ele não trabalha pela casa, não toma conta, ele a usa.”

Claro, nunca mais esqueci isso. Nunca mais! E me serviu para contar a história novamente, inúmeras vezes e  observar certas pessoas. Sim, porque algumas precisam de análise (me incluo).

Ninguém está preso, amarrado ao que quer que faça mas, está amarrado ao fazer bem. A fazer com distinção, elegância, educação, com verdade. A fazer não pela certeza, mas pelo que é certo.

Nada contra cachorros e gatos, tenho e tive dos dois, amo animais mas, seus estilos ajudam bem aqui. Poderia ter usado o Batman, o Robin e o Pinguim, poderia ter usado um esquilo e uma lontra, um pokemon…sei lá. A intenção não mudaria.

Como respiro bem por ainda me sentir uma canina arrogante.

Você respira bem  ?

Sobre as incertezas – por Carla Nórcia

Nada é certo nessa vida, ou melhor, morrer é. Nem nascer não é certo. E, chegar nesse planeta, cheio de provas e vigias, sem o mínimo de preparo, cheio de mimos, é garantia de fracasso. Resilência é o nome do jogo, não tem outro. Isso é o que temos que nascer sabendo, é o que temos que ensinar para nossos filhos, explicar para familiares, amigos mas, sobretudo praticar. A máxima “levanta,sacode a poeira e dá a volta por cima”, fará os vários entenderem bem o conceito, além de simples e assertiva (acho perfeita). Para fazer funcionar mimados não são recrutados, apáticos serão atropelados, resistentes sofrerão dobrado, resilientes farão acontecer. E as relações? Bem, essas você tempera com diferentes emoções e se as quiser saudáveis, use amor e respeito e nenhuma dose de hipocrisia. Aos 50 com a vida que levo, foi o que aprendi sobre “lidar com incertezas”, até porque nada é certo, ou é? Então, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima, porque 2017 só emendou em 2016, se você ficar aí olhando.

Meu negócio vale mais que o Brasil em crise – por Carla Nórcia

Não sei muito bem quanto vou faturar esse ano, meu negócio é imprevisível.  Sei direito quanto faturei o ano passado. E sei que vou faturar mais do que no ano passado. Tá bem ? Tá ótimo ! Há quem quebre, quem se desespere pela falta do emprego, há quem se entregue e há quem mande a culpa para o outro.

Então escuto “a questão não é como vivemos as experiências mas, como nos posicionamos em relação à elas”. Bingo! Posso ir para Disney e achar uma chateação se eu quiser achar. Posso assistir o carnaval no Rio e achar a coisa mais sem graça do planeta se eu quiser. Posso comer a comida da minha mãe e achar a mais sonsa de todas se eu quiser. Posso fazer o meu dia ser chatíssimo se eu quiser. Mas, posso me posicionar com tranquilidade diante da dificuldade, com animação diante da perda sucessiva, com foco no meio do ruído, com amor no meio do desprezo e com…no meio do…

Eu escolhi sempre completar essa frase.

Complete também e seja generoso com você, vai valer a pena!

Seu sucesso te agradece e sim, também quem te conhece !

Cineminha de segunda – por Carla Nórcia

Uma vez avisei meu chefe, em plena segunda, que iria ao cinema, ele respondeu:
– Já fez tudo que tinha que fazer ?
Eu respondi:
– Não, mas vou mesmo assim, porque se ficar esperando acabar o que tenho que fazer, não vou ao cinema esse ano.
Ele riu e disse :
– Vai assistir o que?
Virei as costas, peguei a bolsa e saí andando.
No caminho liguei para uma amiga e fiz o convite
– Estou indo no cinema, vou assistir um filme de aventura, vamos?
Ela fez um silêncio absurdo do lado de lá da linha. Perguntei de novo:
– Vamos ?
– Vou avisar minha sócia.
Uns quarenta minutos depois nos encontramos e ela parecia uma prisioneira em fuga.

Assistimos um filme besteirol, comemos pipoca, rimos muito, depois tomamos sorvete e voltamos para casa com a sensação de que tínhamos feito algo meio criminoso mas, que tinha sido ótimo.
No dia seguinte estava tudo igual na minha mesa, meu chefe me cumprimentou, como sempre fazia e tudo seguiu sem nenhuma surpresa. A diferença: eu estava bem mais feliz, mais jovem alguns anos e com ainda mais vontade de fazer o que era minha responsabilidade.

Sabe qual o problema ? Tem coisa que aprendemos tarde !
Então, antes hoje do que quando meu corpo e mente não derem conta de me levar !

O setor de Internet das Coisas crescerá cerca de 30 vezes – Cypress Associates

Segundo a Gartner, o setor de Internet das Coisas crescerá cerca de 30 vezes em pouco mais de uma década, provocando uma verdadeira hiperconectividade em todos os processos, dados e as coisas como conhecemos praticamente desaparecerão. Assim como a sociedade, as empresas não escaparão desse processo de digitalização e quem não estiver preparado sofrerá para sobreviver. Acompanhe o artigo de Orlando Cintra, vice-presidente sênior de Tecnologia e Inovação da SAP Brasil, sobre o assunto no portal Computerworld http://bit.ly/1FGtlaA

Setor de autopeças aposta em tecnologia digital – por William Boston – Valor Econômico

As montadoras alemãs BMW AG, Daimler AG e Volkswagen AG estão sendo ameaçadas pelas ambições do Google Inc. e da Apple Inc. no setor de automóveis. Mas os fornecedores de componentes automotivos da Alemanha veem grandes perspectivas no crescente negócio de carros conectados.

Empresas como Bosch GmbH, Continental AG e ZF Friedrichshafen AG, que estão virando megafornecedores capazes de alavancar novas tecnologias para qualquer parte de um veículo, começaram a trabalhar em estreita colaboração com as gigantes americanas da tecnologia.

Essa mudança ficará evidente no Salão do Automóvel de Frankfurt, que começa nesta quinta­feira na cidade alemã.

As montadoras alemãs e seus fornecedores locais sabem que a tecnologia de controle de veículos ­ a tecnologia digital ­ é a chave para ter sucesso no setor automobilístico do futuro. Veículos que dispensam motoristas, carros conectados e sistemas avançados de segurança dependem da criação de aparelhos e engrenagens inteligentes, com a ajuda de software.

Até o Vale do Silício reconhece que os alemães estão na pole position nessa área.

“A Alemanha pode liderar o mundo nesse [processo]”, disse recentemente o presidente executivo do conselho do Google, Eric Schmidt. “Estamos trabalhando com uma infraestrutura completa aqui na Alemanha.”

Em agosto, as três maiores fabricantes de carros de luxo da Alemanha ­ Audi AG, BMW e Daimler ­ concordaram em pagar cerca de 2,5 bilhões de euros (US$ 2,83 bilhões) para adquirir a divisão de mapeamento digital da Nokia Corp., o Nokia Here, para impedir que concorrentes da indústria de tecnologia assumissem o controle de uma tecnologia essencial para o futuro dos carros que se autodirigem.

Agora, fabricantes de autopeças da Alemanha estão considerando se unir às montadoras do país para investir no Here.

“Temos que esperar o fim do ano e então vamos ver”, disse Elmar Degenhard, diretor­presidente da Continental AG, em entrevista ao The Wall Street Journal.

A ZF Friedrichshafen fechou um dos maiores acordos recentes de tecnologia automotiva, mostrando como os fornecedores alemães estão agindo agressivamente para defender sua posição de liderança como fabricantes dos principais componentes e sistemas dos automóveis.

No fim do ano passado, Stefan Sommer, diretor­presidente da ZF, anunciou um negócio de US$ 12 bilhões para comprar a fabricante americana de autopeças TRW Automotive, especializada em sistemas de freios e segurança. Quando o negócio foi fechado, em maio, ele ainda estava cruzando os dedos para que a enorme aquisição financiada por meio de dívida desse retorno.

O “risco calculado” de Sommer agora parece visionário. Na semana passada, dez das principais montadoras concordaram em tornar sistemas de freios automáticos um recurso padrão de segurança nos carros novos ­ assim como os cintos de segurança e os airbags. Por meio do uso de câmeras, sensores de radar e software, esses sistemas de freios podem parar um carro automaticamente se o motorista não responder a tempo de evitar uma colisão com um objeto.

“Nós vimos que estávamos bem posicionados em tração e transmissão, mas não tínhamos tecnologia em sistemas de assistência ao motorista e segurança automotiva”, disse Sommer em uma entrevista ao WSJ. “A TRW nos complementa.”

Ao combinar as tecnologias da ZF e da TRW, a ZF desenvolveu um pequeno veículo autônomo movido a eletricidade e batizado de Veículo Urbano Avançado. Sommer disse que a ZF pode comercializar os sistemas básicos do carro como um kit, uma espécie de carro de Lego. A ZF mostrará a mais recente versão do modelo em Frankfurt.

“O futuro da condução autônoma é mais propenso a acontecer em um ambiente urbano que nas rodovias alemãs”, disse ele. “Essa é a razão de acreditarmos que o futuro da direção autônoma é o carro pequeno.”

O setor automobilístico deve investir cerca de US$ 12 bilhões este ano em sensores de radar, câmeras, software e outras tecnologias avançadas de assistência ao motorista que permitem que os carros mudem sozinhos de pista, estacionem e evitem colisões, segundo a IHS Automotive.

Os alemães estão adotando esta tecnologia agressivamente porque têm muito a perder. Um em cada sete empregos na Alemanha está ligado ao setor automobilístico. A Bosch é a maior fornecedora de autopeças por vendas do mundo, seguida pela Magna International Inc., ZF e Continental, e Denso Corp. Por isso, os alemães estão tão ansiosos para manter a dianteira num momento em que empresas de tecnologia, como o serviço de compartilhamento de caronas Uber Technologies Inc. e a startup israelense Mobileye NV, ameaçam entrar em seu negócio.

As montadoras receiam revelar segredos vitais e desvalorizar suas marcas ao colaborar com o Google e a Apple. Já os fornedores de componentes, cujas marcas não são visíveis aos motoristas, podem estar em melhor posição para se unir ao Vale do Silício.

“Se nossos clientes são montadoras de carros de luxo na Alemanha, marcas populares da China ou a Apple, nosso negócio não muda”, disse Sommer. “Para as montadoras é mais perigoso.”

O papo furado do vendedor de sonhos – por Carla Nórcia

Quantas vezes você já se viu parado em bancas de lançamentos de livrarias e só deu de cara com livros que vendem otimismo “fake” ? Ou já se pegou buscando na internet algum segredo mágico de como sair do buraco ? Eu mesma já comprei alguns, ganhei outros e já perdi meu tempo navegando em sites, blogs e outros limbos que, depois de alguns minutos de leitura, nada entregavam além de papo furado.

Mas, a delícia é que quem dá a palavra final, não é quem escreve, é quem lê.

Cansei de ver casos de gente que nem a verdade estava contando, que nem a experiência tinha vivido mas, que encontrou um jeito de parecer possível realizar um sonho mirabolante.

E esses livros e esses sites agora vão vender muito, porque há um mundo de gente precisando, não realizar um sonho mirabolante mas, sobreviver.

Hora dessas também vou escrever um livro, vou contar uma história, vai ter moral no final e já garanto que vai ser : ideias e trabalho, trabalho e ideias.

Eu sou ‘investment grade’ – por Nizan Guanaes

A propaganda brasileira é “investment grade”, mas não é só ela não. Os hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein são “investment grade”. O ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica) também é “investment grade”.

O sistema bancário brasileiro tem qualidade e expertise globais. O Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada do Rio de Janeiro é “investment grade”.

A imprensa brasileira tem jornalistas que poderiam estar dirigindo os maiores veículos de comunicação do mundo. Eles têm competência global e uma coragem que também são “investment grade”.

Roberto Medina, que já sofreu sequestro e que poderia ter ido sonhar em outros lugares, ficou no Brasil e faz um dos melhores e maiores festivais do mundo. E o Rock in Rio é “investment grade” em cada detalhe.

O agronegócio brasileiro é “investment grade”. Os gestores brasileiros são “investment grade”.

Os empreendedores brasileiros são “investment grade”. Eles têm a resiliência como marca, e as dificuldades sempre foram mães da invenção.

Eles são “investment grade”. Eu sou “investment grade”. E não vou deixar que me rebaixem.

Leia a coluna completa em:
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/nizanguanaes/2015/09/1681692-eu-sou-investment-grade.shtml

O outro Brasil que vem aí – por Luciano PIres

Quem se mete a escrever suas ideias tem a obrigação de disseminar também as ideias de outros. Pensando assim, a caminho de fechar um ano complicado, escolhi um texto e cometi a suprema ousadia de adaptar um pedacinho. Mas acho que serei perdoado: 

“Eu ouço as vozes
eu vejo as cores
eu sinto os passos
de outro Brasil que vem aí
mais tropical
mais fraternal
mais brasileiro.
O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados
terá as cores das produções e dos trabalhos.
Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças
terão as cores das profissões e regiões.
As mulheres do Brasil em vez das cores boreais
terão as cores variamente tropicais.
Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil,
todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutor,
o preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semibranco.
Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil
lenhador
lavrador
pescador
vaqueiro
marinheiro
funileiro
carpinteiro
contanto que seja digno do governo do Brasil
que tenha olhos para ver pelo Brasil,
ouvidos para ouvir pelo Brasil
coragem de morrer pelo Brasil
ânimo de viver pelo Brasil
mãos para agir pelo Brasil
mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis
mãos de engenheiro que lidem com ingresias e tratores europeus e norte-americanos a serviço do Brasil
mãos sem anéis (que os anéis não deixam o homem criar nem trabalhar).
mãos livres
mãos criadoras
mãos fraternais de todas as cores
mãos desiguais que trabalham por um Brasil sem bandidos políticos,
sem vigaristas empresariais
sem oportunistas sociais.
Sem mãos de jogadores
nem de especuladores nem de mistificadores.
Mãos todas de trabalhadores,
pretas, brancas, pardas, roxas, morenas,
de artistas
de escritores
de operários
de lavradores
de pastores
de mães criando filhos
de pais ensinando meninos
de padres benzendo afilhados
de mestres guiando aprendizes
de irmãos ajudando irmãos mais moços
de lavadeiras lavando
de pedreiros edificando
de doutores curando
de cozinheiras cozinhando
de vaqueiros tirando leite de vacas chamadas comadres dos homens.
Mãos brasileiras
brancas, morenas, pretas, pardas, roxas
tropicais
sindicais
fraternais.
Eu ouço as vozes
eu vejo as cores
eu sinto os passos
desse Brasil que vem aí.”

Poema escrito por Gilberto Freyre em 1926, oitenta e oito anos atrás…

O que diria Gilberto Freyre sobre o Brasil de hoje?

Fonte: Luciano Pires

http://www.portalcafebrasil.com.br/artigos/o-outro-brasil-que-vem-ai-2/