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Personas caninas e felinas – por Carla Nórcia

Nunca ouviu falar ?Trabalhei anos em corporações, empresas de diferentes portes, trabalhei nas que não eram corporações também, uma tinha 9m².

Em todas, independente do cargo, do momento político e econômico da empresa, nunca, ninguém precisou me dizer porque eu estava lá, porque estavam apostando e confiando as fichas em mim, eu simplesmente fazia. Mas não simplesmente fazia assim, de qualquer jeito, sempre me dediquei, perguntei, escapei da dúvida indo atrás do certo e não da certeza. Tinha horror de não ter resposta, de enrolar, de provocar perdas.

Procurei caprichar, eu realmente acreditava que estava caprichando…e estava. Eu tinha vergonha de errar, de fazer de qualquer jeito, de dizer “pronto”, antes de acabar, de entregar pela metade, ou de não entregar. Não porque era obssecada mas, pelo gosto. Por mim. Pelo sabor de comemorar no final (Nem luxo, nem lixo).

Em todas deixei meu registro, talvez até de antipática e arrogante (e pouco me importa), enquanto eu estava fazendo a experiência era única, eu não sabia se aquilo ía se repetir e me dedicava. Um dia, mais tarde, um amigo disse “você é da geração canina”.

– Como assim ?

– A geração que se dedica, que faz acontecer, que acredita no propósito, na causa e faz com amor.

– Bom, perguntei, se sou canina, deve ter outro tipo de geração ?

– Sim, a felina!

– Felina, que engraçado. Mas, o que significa? De novo perguntei.

– Aaa essa é a geração que se prende à casa, não se prende ao dono, enquanto houver cama, comida, um canto para repousar, carinhos para receber e uma pseudo-proteção, ele fica, quando isso não existir mais, ele vai embora, encontrar outro abrigo, outro tipo de conforto e nova pseudo-proteção”. E ele continuou, “…o cachorro segue o dono, o gato fica na casa, se trocarem os donos ele vai ficar do mesmo jeito, é outro tipo de interesse. Ele não trabalha pela casa, não toma conta, ele a usa.”

Claro, nunca mais esqueci isso. Nunca mais! E me serviu para contar a história novamente, inúmeras vezes e  observar certas pessoas. Sim, porque algumas precisam de análise (me incluo).

Ninguém está preso, amarrado ao que quer que faça mas, está amarrado ao fazer bem. A fazer com distinção, elegância, educação, com verdade. A fazer não pela certeza, mas pelo que é certo.

Nada contra cachorros e gatos, tenho e tive dos dois, amo animais mas, seus estilos ajudam bem aqui. Poderia ter usado o Batman, o Robin e o Pinguim, poderia ter usado um esquilo e uma lontra, um pokemon…sei lá. A intenção não mudaria.

Como respiro bem por ainda me sentir uma canina arrogante.

Você respira bem  ?

Sobre as incertezas – por Carla Nórcia

Nada é certo nessa vida, ou melhor, morrer é. Nem nascer não é certo. E, chegar nesse planeta, cheio de provas e vigias, sem o mínimo de preparo, cheio de mimos, é garantia de fracasso. Resilência é o nome do jogo, não tem outro. Isso é o que temos que nascer sabendo, é o que temos que ensinar para nossos filhos, explicar para familiares, amigos mas, sobretudo praticar. A máxima “levanta,sacode a poeira e dá a volta por cima”, fará os vários entenderem bem o conceito, além de simples e assertiva (acho perfeita). Para fazer funcionar mimados não são recrutados, apáticos serão atropelados, resistentes sofrerão dobrado, resilientes farão acontecer. E as relações? Bem, essas você tempera com diferentes emoções e se as quiser saudáveis, use amor e respeito e nenhuma dose de hipocrisia. Aos 50 com a vida que levo, foi o que aprendi sobre “lidar com incertezas”, até porque nada é certo, ou é? Então, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima, porque 2017 só emendou em 2016, se você ficar aí olhando.

Meu negócio vale mais que o Brasil em crise – por Carla Nórcia

Não sei muito bem quanto vou faturar esse ano, meu negócio é imprevisível.  Sei direito quanto faturei o ano passado. E sei que vou faturar mais do que no ano passado. Tá bem ? Tá ótimo ! Há quem quebre, quem se desespere pela falta do emprego, há quem se entregue e há quem mande a culpa para o outro.

Então escuto “a questão não é como vivemos as experiências mas, como nos posicionamos em relação à elas”. Bingo! Posso ir para Disney e achar uma chateação se eu quiser achar. Posso assistir o carnaval no Rio e achar a coisa mais sem graça do planeta se eu quiser. Posso comer a comida da minha mãe e achar a mais sonsa de todas se eu quiser. Posso fazer o meu dia ser chatíssimo se eu quiser. Mas, posso me posicionar com tranquilidade diante da dificuldade, com animação diante da perda sucessiva, com foco no meio do ruído, com amor no meio do desprezo e com…no meio do…

Eu escolhi sempre completar essa frase.

Complete também e seja generoso com você, vai valer a pena!

Seu sucesso te agradece e sim, também quem te conhece !

O papo furado do vendedor de sonhos – por Carla Nórcia

Quantas vezes você já se viu parado em bancas de lançamentos de livrarias e só deu de cara com livros que vendem otimismo “fake” ? Ou já se pegou buscando na internet algum segredo mágico de como sair do buraco ? Eu mesma já comprei alguns, ganhei outros e já perdi meu tempo navegando em sites, blogs e outros limbos que, depois de alguns minutos de leitura, nada entregavam além de papo furado.

Mas, a delícia é que quem dá a palavra final, não é quem escreve, é quem lê.

Cansei de ver casos de gente que nem a verdade estava contando, que nem a experiência tinha vivido mas, que encontrou um jeito de parecer possível realizar um sonho mirabolante.

E esses livros e esses sites agora vão vender muito, porque há um mundo de gente precisando, não realizar um sonho mirabolante mas, sobreviver.

Hora dessas também vou escrever um livro, vou contar uma história, vai ter moral no final e já garanto que vai ser : ideias e trabalho, trabalho e ideias.